• Terça-feira, 25 de junho de 2024

Boi firme a R$ 240/@ tem tendência de alta nesta semana; Veja

Perspectiva é positiva no curto prazo, impulsionada por forte demanda no mercado consumidor interno e externo, além de um ambiente de negócios aquecido, com escalas de abate apertadas; Confira

Perspectiva é positiva no curto prazo, impulsionada por forte demanda no mercado consumidor interno e externo, além de um ambiente de negócios aquecido, com escalas de abate apertadas; Confira As negociações envolvendo os animais para abate tiveram um menor volume de animais comercializados nessa última semana, segundo as consultorias que acompanham o mercado. Perspectiva é positiva no curto prazo, impulsionada por forte demanda no mercado consumidor interno e externo, além de um ambiente de negócios aquecido, com escalas de abate apertadas; Confira. O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços acima da referência média no decorrer desta sexta-feira (17). O ambiente de negócios ainda sugere alta das cotações no curto prazo. A maioria das localidades do País seguem com a oferta controlada (e bastante enxuta) de bovinos terminados, resultando em estabilidade nos preços da arroba, acrescenta a Agriffato, que faz o monitoramento diário em 17 praças brasileiras.
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As escalas de abate estão apertadas, justamente em um período de ótima demanda, tanto no mercado interno, com o auge do consumo, quanto nas exportações, com volume importante de exportação de carne bovina. Essa combinação de fatores remete à alta dos preços no curto prazo. O dia foi pautado por bom volume de negociações, e a grande parte delas se concretizou acima da referência média, disse o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria  Safras & Mercado. Segundo a Scot Consultoria, em seu relatório diário, apontou que nesta sexta-feira (17/11), nas praças de São Paulo, o preço médio do macho terminado permaneceu estável. Pelos dados da consultoria, o boi “comum” paulista é negociado por R$ 235/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 215/@ e R$ 225/@ (preços brutos e a prazo), respectivamente. A Scot Consultoria ressalta que, nas regiões paulistas, as cotações do boi “comum” – animal destinado ao mercado interno – e do “boi-China” – animal jovem e abatido com até 30 meses – estão andando de lado há quase 40 dias. Dessa forma, a arroba do “boi-China” está cotada em R$ 240,00/@ (no bruto, prazo, base SP), com ágio de R$ 5/@ sobre o boi gordo “comum”. Para o INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/B3, os preços tiveram grande recuperação no fechamento desta semana, refletindo um cenário de otimismo quanto a demanda pela carne bovina por parte dos compradores e dificuldade na originação dos animais para abate. Com isso, os preços tiveram uma valorização diária de 3,36%, ficando cotado na média de R$ 235,60/@. O mercado físico do boi gordo continua a apresentar pequenas divergências de comportamento entre algumas praças pecuárias, segundo relatos da Agrifatto. Veja os preços da arroba de boi gordo pelo Brasil
  • São Paulo (SP): R$ 240
  • Goiânia (GO): R$ 237
  • Uberaba (MG): R$ 235
  • Dourados (MS): R$ 231
  • Cuiabá (MT): R$ 206
  • Movimentação e expectativas para o mercado do boi gordo Na avaliação da  S&P Global Commodity Insights, a  semana com feriado na quarta-feira (Proclamação da República) retirou a liquidez do mercado e postergou as compras das indústrias para a segunda metade do mês. “Apesar do feriado em algumas regiões do País na próxima segunda-feira (Dia da Consciência Negra), espera-se (para o decorrer da semana) uma retomada ao ambiente de negócios por parte das indústrias, visando dar sequência na composição das escalas de abate, ancoradas entre 5 a 7 dias”, afirmam os analistas. Segundo a  S&P Global, as operações seguem fomentadas na demanda doméstica sazonal pela carne bovina, com expectativas de incremento pelo recebimento da primeira parcela do 13º salário, bem como comemorações e festividades do período. No entendimento da  S&P Global e da Agência Safras, além da demanda mais aquecida, a oferta enxuta de animais para abate deve permanecer como variável de formação de preço nesta segunda metade de novembro. Demanda de final de ano chinesa Na última semana, observou-se um aumento na atividade de compras da China, de acordo com a Agrifatto. Apesar disso, não houve aumento nos preços da carne bovina exportada pelo Brasil, com a dianteira in natura sendo comercializada entre US$ 4.000 e US$ 4.300 por tonelada. A Agrifatto também destaca que o Brasil permanece como o principal exportador de carne bovina para a China, que importou 2,04 milhões de toneladas de proteína bovina nos primeiros nove meses de 2023, com 41,15% deste total proveniente de frigoríficos brasileiros.
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    No cenário das exportações, para novembro/23, prevê a Agrifatto, as expectativas apontam para um volume exportado entre 170 e 180 mil toneladas, o que resultaria na maior quantidade embarcada em um mês de novembro na história. “Ainda assim, mesmo considerando a previsão de recuperação das exportações em novembro/23 (e até mesmo em dezembro/23), dificilmente teremos um 2023 com um volume de carne bovina exportada acima do que foi registrado em 2022”, ponderou a Agrifatto. Abate de bovinos No 3º trimestre de 2023, foram abatidas 8,85 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de inspeção sanitária. Essa quantidade representou uma alta de 11,1% em comparação com o 3º trimestre de 2022 e aumento de 5,8% em relação ao 2º trimestre de 2023. A produção de 2,36 milhões de toneladas de carcaças bovinas no 3º trimestre de 2023 consistiu em incrementos de 8,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e de 8,6% em relação ao apurado no 2º trimestre de 2023.  Atacado O atacado fecha a semana apresentando preços firmes para a carne bovina. A expectativa permanece sendo de alta das cotações no decorrer da próxima semana. O ambiente de negócios ainda sugere alta das cotações no curto prazo, em linha com o auge do consumo no mercado doméstico. A entrada do 13° salário, demais bonificações, criação de vagas temporárias de emprego e confraternizações remetem a excelente demanda, especialmente para cortes de maior valor agregado (traseiro), disse Iglesias.
  • O quarto traseiro segue cotado a R$ 19,10 o quilo.
  • O quarto dianteiro permanece no patamar de R$ 12,90 o quilo.
  • A ponta de agulha ainda é precificada a R$ 13 o quilo.
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