O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), usou as redes sociais para atacar o senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (7) envolvendo o caso do Banco Master.
Em um vídeo, publicado pelo ex-mandatário de Minas, ele afirma que o senador é um "político vendido" e coloca o presidente nacional do Progressistas como integrante do grupo apelidado por Zema de "intocáveis" e "raposas velhas", que incluem magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF). "O [Daniel] Vorcaro pagava mesadas a políticos vendidos, ele bancava viagens de luxo para os intocáveis de Brasília, pagava viagens de jatinho com direito a hotel de luxo, lagosta e uísque à vontade", disse.
Mesmo sem citar nominalmente o senador, Zema usa recortes de reportagens e imagens de Ciro Nogueira e também de Vorcaro, proprietário do Banco Master. "Para mim está muito claro, muitas outras coisas irão aparecer. E vou te dizer uma coisa, eles têm medo", declarou.
O senador, alvo das investigações, no entanto, é próximo de aliados de Zema. Nogueira chegou a ser ministro‑chefe da Casa Civil durante o governo do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) e fez acenos à pré‑candidatura de Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) à presidência.
Ele também chegou a declarar apoio ao então vice‑governador de Minas, Mateus Simões (PSD), na disputa pelo governo estadual.
Apesar disso, o senador é visto como uma figura que transita "dos dois lados". No final de 2025, conforme apuração da Folha de S. Paulo, Nogueira chegou a ser recebido por Lula (PT) às vésperas do Natal na Granja do Torto, a pedido do próprio parlamentar, com a presença também do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB).
A Polícia Federal (PF) realizou, nesta quinta‑feira, a nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraude envolvendo o Banco Master.
Um dos alvos foi justamente o senador Ciro Nogueira, que já foi chamado de um "grande amigo da vida" por Vorcaro.
Ao todo, policiais federais fizeram dez mandatos de busca e de preensão e um mandato de prisão temporária nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
Veja vídeo:
A decisão que autorizou a quinta fase da operação partiu do Supremo Tribunal Federal (STF), com aval do ministro André Mendonça.
A PF também apontou que o senador teria recebido pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil ligados a Vorcaro e ao empresário Felipe Cançado Vorcaro, preso nesta quinta‑feira, em Belo Horizonte.





