O presidente Lula (PT) afirmou, em conversa com jornalistas após o encontro com o homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, que os questionamentos da Casa Branca sobre o Pix brasileiro não entraram na pauta do encontro bilateral em Washington nesta quinta-feira (7).
Isso porque o sistema brasileiro de pagamento instantâneo entrou na mira do governo dos EUA durante uma investigação comercial aberta em julho do ano passado, a pedido do republicano.
No ofício que oficializou o processo, o chefe de Estado não menciona diretamente o Pix, mas se refere a algo chamado de "serviços de comércio digital e pagamento eletrônico", o que o documento considera como "uma série de práticas desleais".
Neste ano, um relatório da Casa Branca voltou a associar o Pix a um sistema prejudicial para as bandeiras gigantes de cartão de crédito, como Visa e Mastercard.
Em tom descontraído com a imprensa, Lula disse que imaginou que Trump iria trazer o Pix para a reunião, o que levou o convite para que o ministro da Fazenda, Dário Durigan, integrasse a comitiva brasileira. "Ele [Trump] não tocou no assunto e ai eu também não toquei. Espero que um dia ele ainda vai fazer um Pix. Muitas lideranças estadunidenses já fizeram", disse.
O Pix é uma ferramenta gratuita para pessoas físicas e tem baixo custo para as empresas, o que representa uma forte concorrência para gigantes de crédito dos Estados Unidos.
Na Casa Branca, Lula e Trump discutiram assuntos que envolvem a relação entre os dois países.
O presidente em exercício do Brasil, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou, horas antes da reunião, que o objetivo era reduzir ruídos com o chefe de Estado.
Entre os tópicos levantados na conversa de quase três horas estavam:





