• Quinta-feira, 30 de abril de 2026

TSE cassa deputada do PL por uso de recursos públicos em harmonização facial

Segundo o MPE, a deputada teria usado R$ 9 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanha para custear o procedimento estético, o que é proibido pela legislação eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, pela cassação do mandato da deputada federal Silva Nobres Lopes, conhecida como Silvia Waiãpi (PL-AP), pelo uso de recursos públicos de campanha para pagar um procedimento estético de harmonização facial.

O pedido de cassação da parlamentar, também conhecida como "indígena do Bolsonaro", foi apresentado ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e à Justiça Eleitoral do Amapá após denúncia da então coordenadora de campanha de Waiãpi.

O ministro André Mendonça, relator do caso, votou pela cassação e foi acompanhado pelos demais integrantes da Corte. Para o magistrado, "a realização de despesas pessoais não abrangidas pela Lei das Eleições ofende diretamente a integridade moral do processo eleitoral e compromete a legitimidade do mandato obtido nas urnas".

O relator votou para manter o acórdão do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), que já havia decidido pela cassação.

Mendonça defendeu ainda que a nulidade dos votos obtidos pela deputada tenha efeito automático na cassação do diploma. Dessa forma, será feito o recálculo dos coeficientes eleitoral e partidário para que a vaga seja redistribuída.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, Silvia Waiãpi teria usado R$ 9 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), quando era candidata, para custear o procedimento estético, o que é proibido pela legislação eleitoral.

O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, ressaltou durante a sessão que a deputada falsificou a nota fiscal para burlar a fiscalização da Justiça Eleitoral, o que comprovaria que a parlamentar teria agido de "má-fé".

Por: ITATIAIA

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