O senador Carlos Viana (PSD-MG), que presidiu a CPMI do INSS, afirmou que entregou nesta quinta-feira (30), à Procuradoria-Geral da República um conjunto de documentos com pedidos de responsabilização no caso que investiga fraudes no sistema previdenciário.
Segundo o parlamentar, foram apresentadas mais de 4 mil páginas de provas ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, junto com a solicitação de indiciamento de 216 pessoas.
A entrega foi feita ao lado do deputado Alfredo Gaspar, relator da comissão, e, de acordo com Viana, reúne elementos colhidos ao longo das investigações conduzidas no Congresso. O senador classificou o material como parte de um amplo levantamento sobre irregularidades na concessão de benefícios do INSS.
A Procuradoria-Geral da República deve agora analisar o conteúdo e decidir sobre a abertura de eventuais procedimentos ou medidas judiciais.
Paralelamente, a bancada governista na CPMI do INSS apresentou um relatório alternativo que apontava o suposto envolvimento de cerca de 130 pessoas em um esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas. Segundo o documento, o esquema teria se estruturado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, com base em mudanças normativas, omissões e ocupação de cargos estratégicos por pessoas ligadas à operação. O relatório, no entanto, não chegou a ser votado pela comissão.





