De acordo com a ministra, os centros também são importantes para fortalecer a responsabilização dos perpetradores de violências.“Centros de Memória são importantes, primeiro porque trazem a verdade para o conjunto da população; segundo, porque preservam e recuperam a dignidade das vítimas e de suas famílias. E, em terceiro, porque é um elemento fundamental na garantia da justiça de transição“, disse a ministra, nas redes sociais.
Centros
O Centro de Memória, explicou o ministério, será responsável por articular memória, produção de conhecimento e prestar atendimento psicossocial e jurídico a familiares de vítima da letalidade estatal, com foco na Baixada Santista. Já o CAIS Mães de Direitos, que vai funcionar no mesmo espaço, será um dispositivo de “porta aberta”, promovendo acolhimento qualificado, articulação intersetorial e acesso a direitos fundamentais para as mães e familiares em contextos de violência. Os centros são fruto de uma parceria entre o Ministério de Direitos Humanos e Cidadania com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, além do movimento Mães de Maio e da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas, instituições que vão ficar responsáveis pela implementação e pela gestão do espaço.De acordo com as duas instituições, os centros vão promover uma programação diversificada, como exposição, acervo de memória, atividades culturais e educacionais. Também vão contar com uma equipe multidisciplinar de profissionais para apoio e acolhimento de famílias vítimas de violência de Estado, em campos como saúde e área jurídica. Relacionadas“Esta é uma homenagem a nossos filhos, que não se pode apagar. Um memorial dos nossos filhos”, ressaltou Débora Maria da Silva, do movimento Mães de Maio.
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