O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) permitiu na 3ª feira (3.mar.2026) que a deputada federal Alessandra Haber (PA) se desfilie do MDB sem perder o mandato. O tribunal concluiu que a parlamentar sofreu discriminação política grave dentro da legenda.
Alessandra Haber foi a candidata mais votada do Pará nas eleições de 2022. É casada com Daniel Santos (PSB), prefeito de Ananindeua. Daniel deixou o MDB antes das eleições municipais de 2024, quando se afastou politicamente do governador Helder Barbalho (MDB).
Em 2024, a deputada entrou com pedido de desfiliação por justa causa no TSE. Alegou perseguição política e afirmou ter sido excluída de atividades partidárias depois do rompimento do marido com o MDB.
A relatora do caso, ministra Estela Aranha, considerou relevante o fato de a deputada ter sido retirada da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A remoção ocorreu logo depois da mudança partidária de seu marido.
A ministra destacou que a parlamentar permaneceu por longo período sem titularidade em qualquer comissão permanente, apesar da existência de vagas e de pedidos formais de realocação.
Estela Aranha afirmou que não houve comprovação de tratamento diferenciado quanto às convocações para reuniões partidárias. No entanto, reconheceu que o conjunto de evidências configurou perseguição política suficiente para justificar a desfiliação sem perda de mandato.
Nas redes sociais, Alessandra Haber comemorou a decisão do TSE. A deputada declarou que o tribunal reconheceu o que classificou como “perseguição da ditadura Barbalho” contra ela no Estado.





