• Sexta-feira, 29 de maio de 2026

Rio Grande do Sul completa cinco anos como zona livre de aftosa sem vacinação

Reconhecimento internacional como zona livre de aftosa sem vacinação, obtido junto à OMSA, consolidou a pecuária gaúcha entre as mais seguras do mundo, ampliando oportunidades comerciais, agregando valor à carne produzida no estado e fortalecendo a competitividade do setor nos mercados mais exigentes.

O Rio Grande do Sul completa, em 2026, cinco anos desde a conquista de um dos mais importantes marcos sanitários da pecuária brasileira: o reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A certificação, concedida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em maio de 2021, representou uma mudança histórica para a cadeia pecuária gaúcha e abriu novas perspectivas para a inserção da carne produzida no estado nos mercados internacionais mais rigorosos.

Mais do que um selo sanitário, o reconhecimento passou a funcionar como um diferencial competitivo para a produção animal gaúcha. Ao longo dos últimos anos, o status contribuiu para ampliar a credibilidade do sistema de defesa agropecuária estadual, fortalecer a confiança dos importadores e criar condições para a abertura de novos mercados, especialmente aqueles que exigem elevados padrões de controle sanitário.

Certificação elevou a competitividade da carne gaúcha

A obtenção do status sanitário foi resultado de um longo processo de preparação técnica envolvendo o Serviço Veterinário Oficial, entidades representativas da cadeia produtiva e produtores rurais.

Segundo a diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Rosane Collares, a certificação representou um marco histórico para o estado e para toda a pecuária gaúcha. Ela destaca que o reconhecimento foi construído com planejamento, responsabilidade técnica e forte integração entre o setor público e o setor produtivo.

A conquista cini zona livre de aftosa sem vacinação também posicionou o Rio Grande do Sul em um seleto grupo de regiões reconhecidas internacionalmente por manter elevados padrões de vigilância sanitária, fator cada vez mais valorizado pelos países importadores de proteína animal.

Manutenção do status de zona livre de aftosa sem vacinação exige vigilância permanente

Se a conquista da certificação exigiu anos de preparação, sua manutenção demanda trabalho contínuo.

Desde 2021, o Serviço Veterinário Oficial do estado vem investindo em ações de monitoramento, fiscalização e controle sanitário para garantir que o Rio Grande do Sul permaneça livre da doença. O trabalho envolve acompanhamento constante dos rebanhos, fiscalização do trânsito de animais e integração permanente com produtores e entidades do agronegócio.

De acordo com a Seapi, o reconhecimento internacional depende da demonstração contínua de capacidade técnica e operacional para prevenir qualquer ocorrência da enfermidade, considerada uma das mais impactantes para o comércio internacional de carnes.

O que representa ser livre de aftosa sem vacinação

A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta bovinos, bubalinos, suínos, ovinos e caprinos. Embora apresente baixa mortalidade em animais adultos, seu impacto econômico pode ser devastador, uma vez que surtos costumam provocar embargos comerciais imediatos por parte dos principais compradores internacionais.

Por isso, o status de área livre sem vacinação é considerado um dos níveis mais elevados de reconhecimento sanitário concedidos pela OMSA. Na prática, ele demonstra que a região possui um sistema robusto de vigilância capaz de prevenir e detectar rapidamente qualquer eventual foco da doença.

Para os frigoríficos exportadores e para toda a cadeia pecuária, isso significa maior acesso a mercados premium, potencial valorização dos produtos e aumento da competitividade internacional.

Sanidade animal se torna ativo estratégico do agronegócio

Nos últimos anos, a sanidade animal passou a ocupar papel cada vez mais relevante na disputa pelos mercados globais. Além da qualidade da carne, compradores internacionais exigem garantias relacionadas à rastreabilidade, sustentabilidade e controle sanitário.

Nesse cenário, o reconhecimento conquistado pelo Rio Grande do Sul fortalece não apenas a pecuária estadual, mas também a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos.

Ao completar cinco anos da certificação como zona livre de aftosa sem vacinação, o estado reafirma a importância dos investimentos em defesa agropecuária e da parceria entre governo, técnicos e produtores rurais para preservar um patrimônio sanitário que impacta diretamente a geração de renda, a abertura de mercados e a competitividade do agronegócio brasileiro.

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Por: Redação

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