O líder do Governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta 5ª feira (28.abr.2025) que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou a revalidação de dados para os usuários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A declaração foi dada durante a sessão da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga os desvios bilionários do instituto.
O senador se refere a medida provisória 871 de 2019, que cobrava a reavaliação do desconto a cada 2 anos. Em 2022, a exigência foi revogada. Randolfe afirmou que a então oposição e a bancada do PT (Partido dos Trabalhadores) tentaram derrubar o veto presidencial ao mecanismo.
“Se não tivesse sido vetada, se tivesse sido sancionada ou se pelo menos em 2019 tivesse sido tomada a medida que o governo Lula tomou, nós não estaríamos nesta CPI constatando o roubo de milhares de aposentados e pensionistas”, declarou o senador.
A declaração se deu durante questionamento de Randolfe a uma das testemunhas convocadas para esta sessão.
A defensora pública Patrícia Bettin afirmou que, caso houvesse o mecanismo em questão ou caso o governo anterior tivesse tomado a mesma medida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de suspensão dos débitos, “certamente esta fraude não teria ocorrido desta forma”.
A oposição reagiu e afirmou que a base governista não assinou a CPMI. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), controlou as divergências no plenário.