• Domingo, 26 de abril de 2026

PT aprova manifesto com defesa de reformas política, administrativa e do Judiciário

Documento aprovado por unanimidade no congresso do partido orienta estratégias eleitorais e prioriza mudanças estruturais no Brasil

O Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou neste domingo (26) um manifesto que defende uma série de reformas no Brasil, incluindo mudanças no Poder Judiciário e na estrutura administrativa do país.

O documento, que servirá como base para estratégias eleitorais de outubro e diretrizes futuras da legenda, foi aprovado por unanimidade durante o encerramento do 8º congresso do partido, realizado em Brasília.

Entre os pontos centrais, o texto propõe uma reforma do Judiciário com foco na democratização, criação de mecanismos de autocorreção e fortalecimento do Estado de Direito.

O manifesto também defende uma reforma administrativa voltada à reconstrução do Estado brasileiro e ao fortalecimento da capacidade de atuação do setor público.

Além disso, o partido elenca outras mudanças consideradas prioritárias, como a reforma política e eleitoral — com o objetivo de ampliar a participação popular e revisar o modelo de execução orçamentária via emendas parlamentares.

O partido cita também uma reforma tributária, para “corrigir distorções e financiar políticas públicas”, e uma reforma tecnológica voltada à soberania produtiva, científica e digital, com maior regulação das plataformas digitais.

“Essas reformas estruturantes organizam o núcleo estratégico do projeto nacional e consolidam o caminho que o Brasil já começou a trilhar. Elas implicam a continuidade e o aprofundamento das políticas públicas e projetos estruturantes em curso”, afirma o documento.

Com oito páginas, o texto também destaca realizações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e faz comparações com a gestão anterior, sem citar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Inicialmente, o documento traria menções mais duras, como críticas à relação entre magistrados e empresários, além de referências a casos específicos, como o do Banco Master e fraudes no INSS. Esses trechos, no entanto, foram retirados da versão final.

A opção por evitar temas considerados mais sensíveis acontece em um momento que partido tenta recuperar a popularidade do presidente Lula. O partido também busca ampliar alianças, especialmente com setores do centrão e por isso, resolveu não citar casos sensíveis no documento.

Por: ITATIAIA

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