O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB-CE) afirmou que irá decidir em maio se aceitará o convite feito pelo presidente nacional do seu partido, o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), para disputar a Presidência da República nas eleições de outubro deste ano. O tucano ainda não descarta concorrer ao governo do Ceará, seu reduto eleitoral.
A declaração foi dada em um evento do PSDB em São Paulo, na noite do último sábado (25). De acordo com Ciro, o martelo será batido até a primeira quinzena do próximo mês. "Eu me obrigo, por respeito, a pensar, amadurecer o assunto. Devo, no fim da primeira quinzena de maio, tomar essa decisão", afirmou.
O tucano já tentou se eleger presidente em outras quatro ocasiões. No ano passado, antes de migrar para o PSDB e ainda filiado ao PDT, Ciro disse à Itatiaia que não tinha mais vontade de ser candidato.
Desde que saiu do PDT, no entanto, Ciro vinha se aproximando da oposição ao governo de Elmano de Freitas (PT) no Ceará, incluindo parlamentares do Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O convite para disputar a presidência partiu de Aécio Neves. De acordo com o deputado, o ex-governador poderia representar uma alternativa à polarização política no país entre Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), herdeiro político do pai.
Na última eleição, em 2022, Ciro teve seu pior desempenho nas urnas em uma campanha presidencial. O ex-governador terminou o primeiro turno em quarto lugar, ficando atrás de Simone Tebet (PSDB).
Ele foi candidato em 1998, 2002, 2018 e 2022. Seu melhor desempenho foi em 2018, quando, pelo PDT, ficou em terceiro lugar e alcançou dois dígitos percentuais, com 12,47% dos votos válidos (13.344.466 votos).
Em São Paulo, o tucano afirmou que saiu da eleição "profundamente humilhado".





