Um dos mais antigos dos monumentos históricos de Teerã, o suntuoso Palácio de Golestan. Foto: REUTERS/Proibido reprodução
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsAppEntenda o conflito
Pela segunda vez em oito meses, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa. A ofensiva mais recente teve início no último sábado (28), quando EUA e Israel bombardearam a capital Teerã. Foram confirmadas mortes de autoridades do país persa, como o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad. O Irã, por sua vez, disparou mísseis contra países árabes do Golfo com presença militar dos Estados Unidos, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia. Ainda no primeiro governo Trump, os EUA abandonaram o acordo firmado em 2015, sob o governo de Barack Obama, para inspeção internacional do programa nuclear iraniano. Israel e EUA sempre acusaram Teerã de buscar armas nucleares. Os iranianos, por sua vez, defendem que o programa é para fins pacíficos e se colocavam à disposição para inspeções internacionais. Por outro lado, Israel, mesmo acusado de ter bombas atômicas, nunca permitiu qualquer inspeção internacional do seu programa nuclear. Ao assumir seu segundo mandato em 2025, Trump iniciou nova ofensiva contra Teerã exigindo, além do desmantelamento do programa nuclear, o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance e do apoio a grupos de resistência a Israel como o Hamas, na Palestina, e Hezbollah, no Líbano. Relacionadas
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