A Guarda Revolucionária do Irã realizou novos ataques contra Israel com mísseis e drones, segundo a mídia estatal iraniana nesta 4ª feira (4.mar.2026).
A ofensiva foi divulgada pela televisão após um pronunciamento de Abdollah Javadi Amoli, clérigo sênior do governo iraniano. O religioso usou o discurso para fazer ameaças a Israel e ao presidente dos EUA, Donald Trump (Republicano).
“Derramar o sangue de israelenses e de Trump é o que se exige dos muçulmanos xiitas devotos hoje em dia”, declarou Amoli. O xiismo é a vertente do islamismo adotada como religião oficial e base teocrática do Irã.
Aos 92 anos, Javadi Amoli é uma das principais autoridades religiosas do país e integra a Assembleia de Peritos que discute a sucessão do aiatolá Ali Khamenei.
A guerra entre Irã, EUA e Israel no Oriente Médio chegou ao seu 5º dia nesta 4ª feira. O número de mortos no Irã desde o início do conflito chegou a 1.097, segundo a Hrana (Human Rights Activists News Agency). O número de feridos no conflito chegou a 5.402, incluindo 100 crianças.
Os EUA iniciaram uma ofensiva militar contra o Irã no sábado (28.fev). Forças armadas norte-americanas invadiram o país depois de um bombardeio realizado por Israel contra a capital persa. O ataque israelense foi realizado próximo ao escritório do líder supremo do Irã e edifícios governamentais.
O líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, morreu nos ataques. Khamenei tinha 86 anos e ocupava o posto mais alto da hierarquia política e religiosa do país desde a morte do fundador da República Islâmica, Ruhollah Khomeini. Estava no posto desde 1989. Era o mais longevo chefe de Estado do Oriente Médio.
Desde o início do conflito, o Irã já atacou 14 países em retaliação à morte de Khamenei, incluindo vizinhos árabes aliados dos EUA como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Qatar, Bahrein e Kuwait.





