O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promoveu nesta 5ª feira (8.jan.2026) uma cerimônia para marcar os 3 anos dos ataques golpistas aos Três Poderes ocorridos em 8 de janeiro de 2023. O ato no Palácio do Planalto reuniu boa parte do governo, governadores aliados e poucos representantes do Judiciário. Do Legislativo, só estavam presentes congressistas da base do governo.
Os chefes dos outros Poderes não compareceram. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, faltaram à cerimônia.
A ausência mais simbólica foi a do ministro Alexandre de Moraes, relator no STF dos processos relacionados ao 8 de Janeiro e à tentativa de golpe. Moraes está em recesso, mas segue despachando normalmente.
Em contrapartida, o Planalto reuniu praticamente todo o 1º escalão do governo, além de lideranças do Congresso e autoridades da área de segurança.
Entre os presentes estava o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, nome que vem sendo ventilado nos bastidores como possível integrante de uma futura reestruturação da área de segurança pública, caso o governo avance na criação de um novo ministério.
Também participou do ato o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente ao STF. Até o momento, porém, o Planalto ainda não encaminhou ao Senado a mensagem oficial com a indicação, etapa necessária para o início da tramitação.
Eis a lista completa dos presentes no ato de 3 anos do 8 de Janeiro, no Palácio do Planalto:
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A cerimônia no Palácio do Planalto começou por volta das 11h, no Salão Nobre, com a presença de ministros, parlamentares aliados, governadores e representantes das Forças Armadas. Do lado de fora, militantes do PT e movimentos sociais acompanharam o evento por um telão instalado na Via N1, em um ambiente marcado por palavras de ordem contra a anistia aos envolvidos nos atos golpistas.
O presidente entrou no salão acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), da segunda-dama Lu Alckmin e de quadros centrais da articulação política do governo, como os deputados Guilherme Boulos (Psol-SP), ministro da Secretaria Geral da Presidência, e Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-presidente nacional do PT e ministra da Secretaria de Relações Institucionais.
O ato foi aberto com a exibição de um vídeo institucional. Assista (2min07):
Antes do discurso do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, parte da plateia entoou gritos de “sem anistia”, em reação direta à tramitação no Congresso de propostas que suavizam penas impostas aos condenados pelos ataques de 8 de Janeiro. Foi uma de suas últimas aparições públicas como ministro, já que ele deixou o cargo nesta 5ª feira (8.jan), abrindo espaço para uma mudança relevante no comando da Justiça.
Além disso, o presidente Lula foi recebido por gritos de “olê, olê, olá, Lula, Lula”. Assista (47s):
Na sequência, Alckmin afirmou que a “liderança de Lula salvou a democracia no Brasil”, alinhando o discurso do governo à narrativa de defesa das instituições.
Em discurso de encerramento, Lula voltou a defender a punição dos envolvidos nos atos golpistas e vetou o PL (Projeto de Lei) da Dosimetria das penas. Segundo o presidente, cabe ao Judiciário, e não ao Congresso, definir critérios de punição.
Após a cerimônia, Lula ainda desceu a rampa do Planalto para cumprimentar o público na área externa, repetindo o gesto simbólico feito no ato do ano passado e encerrando o evento com uma demonstração de proximidade com a militância.





