• Sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Leia as projeções para os principais indicadores econômicos de 2026

Economistas esperam um desaquecimento econômico no próximo ano; inflação não atingirá centro da meta.

Os agentes financeiros esperam um desaquecimento da economia brasileira em 2026 em relação a 2025. A mediana das projeções dos economistas para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do próximo ano foi de 1,8% no último Boletim Focus de 2025. Eis a íntegra (PDF – 901 kB).

Se concretizada, a taxa de expansão seria menor do que o previsto pelos agentes financeiros para este ano, uma alta de 2,26%. As estimativas obtidas pelos Poder360 para o crescimento econômico de 2026 variam de 1,5% (Bradesco) a 2,5% (Ministério da Fazenda).

O Brasil deverá ter registrado, em 2025, a menor taxa de expansão do PIB desde 2020, quando a economia recuou 3,3% por causa da pandemia de covid. Parte da explicação para o desaquecimento econômico é a política monetária ao nível restritivo.

O BC (Banco Central) elevou a taxa básica de juros, a Selic, para 15% ao ano em junho e manteve o juro base nesse patamar até hoje. O Brasil tem a 2ª maior taxa de juros reais –corrigida pela inflação– do mundo, atrás somente da Turquia, segundo levantamento do economista-chefe da consultoria Lev DTVM, Jason Vieira.

Segundo a autoridade monetária, o patamar restritivo da Selic serve para levar a inflação para a meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que é de 3%. A taxa anualizada do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 4,46% em novembro.

A mediana das estimativas dos agentes financeiros para a inflação de 2026 é de 4,05%. As projeções obtidas pelo Poder360 mostram que os economistas esperam uma taxa anualizada de 3,8% (Bradesco) a 4,2% (Petros, Pezco, PicPay e XP). O Ministério da Fazenda tem a expectativa mais otimista, de 3,5%. Em 2024, a equipe econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a inflação seria de 3,5% ao fim de 2025.

Os agentes financeiros estimam que uma queda da Selic até o fim de 2026. As projeções mais otimistas, da Austin Rating e da SulAmérica, afirmam que o juro base cairá de 15% para 11,5% ao ano. A mediana das estimativas é de 12,75%.

Os agentes financeiros estimam uma cotação do dólar de R$ 5,40 (Banco BMG, Bradesco e Pezco) a R$ 5,90 (Santander Brasil). A mediana atual é de R$ 5,50.

O Boletim Focus mostra que a mediana das projeções aponta que o governo central –formado por governo federal e Banco Central– terá um deficit primário de 0,56% do PIB em 2026. A meta fiscal do governo Lula é de ter um superavit primário de 0,25% do PIB.

O Santander disse que o deficit primário deverá ser de 0,9% do PIB em 2026. A PicPay afirmou que o saldo negativo seria de 0,8% do PIB.

Os economistas também estimam um crescimento da relação dívida-PIB do Brasil. A dívida bruta subirá para 85,9% do PIB em 2026, segundo a Petros. O Bradesco afirmou que a relação crescerá para 84,7% do PIB.

Leia no infográfico abaixo as projeções dos economistas para os saldos da balança comercial, das transações correntes das contas externas e do IDP (Investimento Direto no País):

Por: Poder360

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