A indústria aérea global deve registrar US$ 41 bilhões em lucro líquido em 2026, segundo a Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo). Leia a íntegra do comunicado da associação (PDF – 202 kB).
O número de passageiros deve chegar a 5,2 bilhões, com 83,8% dos assentos ocupados, recorde histórico, segundo a Iata. Com o desempenho, as receitas da indústria devem alcançar US$ 1,053 trilhão, impulsionadas por passagens, carga aérea e serviços extras, como bagagem paga e assentos premium.
Um dos principais desafios das companhias aéreas continua sendo o alto custo operacional, segundo a Iata. Combustível, salários em alta, manutenção e arrendamento de aeronaves pressionam a rentabilidade, enquanto a idade média da frota ultrapassa 15 anos, a mais alta já registrada, limitando ganhos de eficiência e aumentando gastos com manutenção.
Mesmo com receitas crescentes e voos mais cheios, esses fatores impedem que a margem líquida aumente de forma significativa.
Além disso, o ambiente regulatório e de infraestrutura impõem custos adicionais. Na Europa, iniciativas como a exigência de mistura de SAF (combustível sustentável) e gargalos em aeroportos como Heathrow –limitações de crescimento por causa das pistas, terminais e espaço aéreo saturados, além de restrições ambientais– elevam os gastos operacionais.
“Riscos externos e volatilidade global continuam a desafiar o setor. Flutuações cambiais, conflitos geopolíticos, desaceleração do comércio e atrasos na entrega de aeronaves afetam a capacidade de expansão, mesmo diante da alta demanda”, afirma a Iata.
Na América Latina, a volatilidade do câmbio e os custos elevados exemplificam como fatores externos podem reduzir a lucratividade. Diante desse cenário, a indústria precisa manter resiliência financeira e operacional para sustentar lucros estáveis e garantir a continuidade do crescimento global.
O Oriente Médio (US$ 6,8 bilhões ) e a Europa (US$ 14,0 bilhões) lideram em lucratividade, enquanto África (US$ 0,2 bilhões) enfrenta desafios estruturais, altos custos e baixa demanda.
A Ásia-Pacífico (US$ 6 bilhões) mantém forte crescimento de passageiros, impulsionado por China e Índia, mesmo com sobrecapacidade.
Já a América Latina (US$ 2,0 bilhões) apresenta crescimento do tráfego aéreo classificado como robusto pela Iata, impulsionado pela melhoria da conectividade e reestruturação de companhias após crises passadas, mas ainda enfrenta volatilidade cambial e custos elevados.
A América do Norte (US$ 11,3 bilhões) mantém estabilidade, mas com restrições de capacidade e alta competitividade.





