Bolsa, dólar, ouro. Veja o que mais rendeu (e o que afundou) em 2025
Análise de 13 índices de investimentos mostra uma virada positiva dos ativos de renda variável no ano passado
Sob o ponto de vista dos investidores, 2025 foi o ano do . Isso porque, de acordo com análise da consultoria Elos Ayta, o metal precioso foi a aplicação que trouxe o melhor retorno (veja ranking abaixo), com alta de 65,24% durante o ano passado.
Em grande medida, o resultado reflete a busca por proteção, num período marcado por incertezas econômicas, notadamente depois da imposição do tarifaço por parte do presidente dos Estados Unidos, . O ouro é considerado o porto seguro entre os investimentos, para onde o mercado segue em momentos de turbulências.
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No levantamento da consultoria, que reuniu 13 investimentos, o segundo lugar foi ocupado pelo , o principal índice da Bolsa brasileira (). Ele fechou 2025 com um avanço de 33,95%. O CDI ficou bem abaixo desse patamar, em oitavo lugar, com rentabilidade de 14,20%. Já a poupança ocupou a décima posição, com 8,19%.
Quem não se deu bem foi a cotação do dólar (considerada a Ptax, valor calculado pelo Banco Central). Ela encerrou 2025 em queda de 11,14%. No último lugar da fila, porém, ficou o Bitcoin, com recuo 17,62%.
Virada da renda variável
“Os dados consolidados até 30 de dezembro mostram um ambiente raro em termos de dispersão positiva de retornos”, diz Einar Rivero, da Elos Ayta. “O ano de 2025 consolidou a virada da renda variável, expôs a fraqueza das moedas e marcou mais um ano difícil para o Bitcoin.”
O analista observa que, no caso do Ibovespa, trata-se da segunda maior valorização anual desde 2010, ficando atrás apenas de 2016, quando o índice subiu 38,94%. Para ele, o resultado ganhou ainda mais peso quando se considera que, ao longo de 2025, o índice renovou máximas históricas em 32 ocasiões, refletindo uma recuperação consistente e disseminada dos preços dos ativos locais.
Dólar e Bitcoin
Sobre a desvalorização do dólar, essa foi a maior queda anual da moeda americana desde 2016, quando o dólar Ptax recuou 16,54%. “Considerando a série histórica desde 2010, a perda registrada em 2025 figura como a segunda mais relevante do período, evidenciando o enfraquecimento das moedas em um ambiente de maior apetite por risco dos investidores”, diz o técnico.
Já o Bitcoin, ressalta Rivero, atravessou mais um ano de ajuste. A queda de 17,62% em 2025 é a maior desde 2022, quando o criptoativo havia despencado 66,43%. O desempenho negativo se intensificou no último trimestre, período em que o Bitcoin caiu 20,47%, tornando-se o pior resultado entre todos os índices analisados.
A renda fixa, por sua vez, perdeu protagonismo relativo no ano passado. O CDI, principal referência do segmento, acumulou alta de 14,20%. Ainda assim, foi o melhor desempenho do CDI desde 2006, quando avançou 15,03%.
Maiores retornos em 2025
1º. Ouro + 65,24%
2º. Ibovespa + 33,95%
3º. Small Caps + 30,70%
4º. IDIV + 29,99%
5º. IFIX + 21,15%
6º. IHFA + 14,97%
7º. IMA Geral + 14,69%
8º. CDI + 14,20%
9º. BDRX + 8,42%
10º. Poupança + 8,19%
11º. Euro (Ptax) + 0,54%
12º. Dólar (Ptax) – 11,14%
13º. Bitcoin – 17,62%
(Fonte: Elos Ayta)
Por: Metrópoles





