O Estreito de Ormuz, no golfo Pérsico, voltou a ser palco das tensões entre Estados Unidos e Irã nesse sábado (11), enquanto os dois países negociavam o fim do conflito. Dois navios contratorpedeiros teriam atravessado a passagem para uma operação de retirada de minas explosivas, mas a informação foi negada pela República Islâmica.
Contudo, mensagens de rádio divulgadas por agências internacionais dão conta de que um confronto chegou perto de acontecer. O conteúdo da gravação foi publicado pelo jornal Wall Street, revelando que a Marinha do Irã chegou a fazer um ultimato para os americanos “Este é o último aviso”, teriam dito os militares.
Ainda de acordo com o periódico, os militares americanos responderam a mensagem afirmando que a passagem se dava de acordo com o direito internacional. “Não há intenção de confronto, e pretendo cumprir as regras do cessar-fogo do nosso governo”, disseram.
Não está claro se os contratorpedeiros USS Frank E. Peterson e USS Michael Murphy se aproximaram do estreito. O porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã, Ebrahim Zolfaghari, negou que os navios de guerra tivessem navegado por Ormuz.
Por meio de uma mensagem na sua rede social, o presidente Donald Trump afirmou que a marinha dos Estados Unidos iniciará um bloqueio total ao estreito de Ormuz. Em tom de ameaça, o republicano afirmou que a paciência com a teocracia teria se esgotado, e que estariam praticando “extorsão mundial”.
“Instruí nossa Marinha a buscar e interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar. Também começaremos a destruir as minas que os iranianos colocaram no Estreito. Qualquer iraniano que atirar contra nós, ou contra embarcações pacíficas, será explodido”, disse Trump.
Trump não informou quando o bloqueio irá entrar em vigor, mas disse que será “em breve”. “O Irã não poderá lucrar com este ato ilegal de extorsão. Eles querem dinheiro e, mais importante, querem armas nucleares. No momento oportuno estaremos totalmente "armados e preparados" e nossas Forças Armadas acabarão com o pouco que restou do Irã”, completou.





