Líderes das principais potências europeias celebraram, neste domingo (12), a derrota de Viktor Orbán e a ascensão de Péter Magyar ao poder na Hungria. Com a projeção de uma maioria esmagadora para o partido Tisza, chefes de Estado como Emmanuel Macron e Ursula von der Leyen destacaram que o país "escolheu a Europa" e preveem uma nova fase de cooperação e estabilidade no continente, após anos de tensões diplomáticas com o governo anterior.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, celebrou o resultado afirmando que a Hungria escolheu retomar seu caminho europeu, fortalecendo a unidade do bloco. "A União fica mais forte. O coração da Europa bate mais forte na Hungria esta noite", disse nas redes sociais. O presidente francês, Emmanuel Macron, também manifestou seu entusiasmo: "Acabei de falar com Péter Magyar para parabenizá-lo pela vitória na Hungria! A França saúda a vitória da participação democrática, a adesão do povo húngaro aos valores da União Europeia, bem como o compromisso europeu da Hungria", disse Macron no X, antigo Twitter.
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, reforçou o desejo de trabalhar em conjunto por uma Europa mais forte e unida, enviando saudações em húngaro ao novo líder. No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer classificou a vitória de Magyar como um "momento histórico para a democracia europeia". Na mesma linha, o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, e o premiê da Finlândia, Petteri Orpo, destacaram a oportunidade de a Hungria restaurar a confiança internacional e retornar à comunidade de valores democráticos e ao Estado de direito.
A mudança no governo húngaro também traz reflexos diretos para o conflito no Leste Europeu. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, parabenizou Magyar pela vitória "retumbante" e expressou prontidão para um trabalho construtivo, visando a estabilidade e a segurança regional. A expectativa geral entre os líderes é de que a Hungria deixe de ser um entrave às decisões coletivas da Europa e passe a atuar como um parceiro construtivo no cenário internacional.
O partido de Magyar, o Tisza aparecia com 52,49% dos votos, enquanto o Fidesz, de Órban, com 38,83%, com pouco mais da metade dos distritos eleitorais apurados. Conselho Nacional Eleitoral projetou que o Tisza, de centro-direita, deve conquistar 135 dos 199 assentos do parlamento, alcançando a maioria de dois terços necessária para alterar a constituição.





