• Segunda-feira, 13 de abril de 2026

Líderes europeus celebram vitória de Péter Magyar e fim da era Orbán na Hungria

Magyar, do partido Tisza, declarou vitória após resultados parciais mostrarem que sigla deve conseguir maioria de dois terços no parlamento

Líderes das principais potências europeias celebraram, neste domingo (12), a derrota de Viktor Orbán e a ascensão de Péter Magyar ao poder na Hungria. Com a projeção de uma maioria esmagadora para o partido Tisza, chefes de Estado como Emmanuel Macron e Ursula von der Leyen destacaram que o país "escolheu a Europa" e preveem uma nova fase de cooperação e estabilidade no continente, após anos de tensões diplomáticas com o governo anterior.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, celebrou o resultado afirmando que a Hungria escolheu retomar seu caminho europeu, fortalecendo a unidade do bloco. "A União fica mais forte. O coração da Europa bate mais forte na Hungria esta noite", disse nas redes sociais. O presidente francês, Emmanuel Macron, também manifestou seu entusiasmo: "Acabei de falar com Péter Magyar para parabenizá-lo pela vitória na Hungria! A França saúda a vitória da participação democrática, a adesão do povo húngaro aos valores da União Europeia, bem como o compromisso europeu da Hungria", disse Macron no X, antigo Twitter.

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, reforçou o desejo de trabalhar em conjunto por uma Europa mais forte e unida, enviando saudações em húngaro ao novo líder. No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer classificou a vitória de Magyar como um "momento histórico para a democracia europeia". Na mesma linha, o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, e o premiê da Finlândia, Petteri Orpo, destacaram a oportunidade de a Hungria restaurar a confiança internacional e retornar à comunidade de valores democráticos e ao Estado de direito.

A mudança no governo húngaro também traz reflexos diretos para o conflito no Leste Europeu. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, parabenizou Magyar pela vitória "retumbante" e expressou prontidão para um trabalho construtivo, visando a estabilidade e a segurança regional. A expectativa geral entre os líderes é de que a Hungria deixe de ser um entrave às decisões coletivas da Europa e passe a atuar como um parceiro construtivo no cenário internacional.

O partido de Magyar, o Tisza aparecia com 52,49% dos votos, enquanto o Fidesz, de Órban, com 38,83%, com pouco mais da metade dos distritos eleitorais apurados. Conselho Nacional Eleitoral projetou que o Tisza, de centro-direita, deve conquistar 135 dos 199 assentos do parlamento, alcançando a maioria de dois terços necessária para alterar a constituição.

Por: Redação

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