• Segunda-feira, 13 de abril de 2026

'Libertamos a Hungria', celebra novo primeiro-ministro Péter Magyar após derrotar Orbán

Magyar cumprimentou milhares de apoiadores no exterior da sede do Tisza, na capital Budapeste

Em um cenário de celebração na capital húngara, Péter Magyar, líder do partido de oposição Tisza, proclamou a vitória nas eleições legislativas deste domingo (12) sob o lema de uma nova era para o país. "Nós libertamos a Hungria! Recuperamos nossa pátria", declarou o político conservador diante de milhares de apoiadores reunidos em frente à sede da sigla, em Budapeste. O triunfo foi simbolizado ao som de "My Way", de Frank Sinatra, enquanto Magyar balançava a bandeira nacional sob aplausos.

Os dados parciais reforçam o tamanho da mudança política: com 45,7% das urnas apuradas, o Conselho Nacional Eleitoral projeta que o Tisza conquistará 135 das 199 cadeiras do Parlamento. Este resultado garante a Magyar uma maioria de dois terços, quórum necessário para realizar alterações na Constituição e reverter políticas da gestão anterior. Em seu discurso, o vencedor garantiu que os húngaros votaram "Sim" pela Europa e prometeu conduzir uma transição de governo pacífica e suave.

Péter Magyar, de 45 anos, possui uma trajetória que mistura o direito, a diplomacia e uma ruptura dramática com o governo de Viktor Orbán. Advogado de formação e ex-membro do corpo diplomático em Bruxelas, ele ganhou projeção nacional há dois anos após o escândalo envolvendo sua ex-esposa, Judit Varga, então ministra da Justiça. A renúncia de Varga, motivada por um controverso perdão em um caso de abuso sexual, foi o ponto de inflexão que impulsionou Magyar como a principal voz dissidente do país.

Descrito como um homem religioso e ligado às tradições, Magyar costuma ressaltar seu perfil pessoal — pai de três filhos e entusiasta de futebol e culinária — para se conectar com o eleitorado conservador. Agora, com a pátria "recuperada", como ele mesmo definiu, o novo líder assume o desafio de reintegrar a Hungria plenamente aos eixos da União Europeia e reconstruir as instituições democráticas do país.

Por: Redação

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