Uma confusão durante uma visita ao Citadelle Laferrière, em Milot, Haiti deixou ao menos 30 pessoas mortas nesse sábado (11). Segundo o ministro da Cultura, Emmanuel Menard, informou à AFP, muitos dos mortos eram jovens que estavam conhecendo o local.
"Os feridos estão recebendo os cuidados médicos necessários e uma equipe de resgate está procurando pelos desaparecidos", disse o ministro em nota, sem especificar o número de feridos.
O incidente aconteceu durante uma “atividade turística que reuniu muitos jovens”, de acordo com o que informou o governo haitiano no Facebook. Os relatos iniciais indicam que os visitantes se aglomeraram em torno de uma única entrada e que ocorreu um confronto entre aqueles que tentavam entrar e sair do local.
“Algumas pessoas queriam sair e outras estavam tentando entrar no local. As pessoas começaram a empurrar, alguns caíram e outros os pisotearam. Consequentemente, algumas pessoas morreram sufocadas”, explicou Emmanuel Ménard, ministro de Cultura e Comunicação do Haiti, ao The New York Times.
O primeiro-ministro do Haiti, Alix Didier Fils-Aimé, lamentou a tragédia. Em comunicado, ele disse que "expressa as suas mais sinceras condolências às famílias enlutadas e assegura-lhes a sua profunda solidariedade neste momento".
Segundo o chefe da Defesa Civil no norte do Haiti, Jean Henry Petit, o balanço de mortos pode aumentar devido ao grande número de desaparecidos. Já de acordo com o jornal local Le Nouvelliste, dezenas de pessoas ficaram feridas e foram levadas ao hospital.
O forte do século XIX é Patrimônio Mundial da Unesco e foi fechado por tempo indeterminado após o ocorrido. Símbolo da resistência contra a França, a fortaleza foi erguida logo após a independência do Haiti.





