O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse nesta 4ª feira (14.jan.2026) que deve deixar a pasta ainda em janeiro, mas não confirmou quem será seu sucessor.
Questionado sobre a troca no comando do ministério durante entrevista à Globo News, Haddad não assegurou o nome do secretário executivo Dario Durigan. Disse, no entanto, que torcerá pelo número 2 da pasta e elogiou o trabalho da equipe econômica do governo.
“Eu faço propaganda de gente competente. O Dario é excepcional. Todo mundo conhece a minha equipe porque eu falo muito deles. São muito melhores do que eu. Então eu faço propaganda. Agora se a propaganda vai colar ou não, é outro assunto”, declarou.
Haddad afirmou que conversará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos próximos dias para definir a data de saída. A escolha do novo comandante da pasta é prerrogativa do chefe do Executivo.
Ao comentar sobre um eventual aumento da pressão fiscal em ano eleitoral, o ministro afirmou que Durigan tem boa circulação na Esplanada, na Casa Civil e com o próprio presidente Lula, reforçando o nome do secretário como seu substituto.
Haddad avaliou que era necessário entregar o cargo ainda neste mês para que seu sucessor tenha o ano inteiro para trabalhar nos desafios orçamentários e fiscais do governo: “O substituto da Fazenda deveria começar o ano no cargo. Tem todo um trabalho a ser feito que exige atenção desde o 1º dia. Vou deixar uma equipe que pode ser aproveitada em alguma medida”.
Quando confirmada, a saída de Haddad deve ser a 16ª troca ministerial do 3º mandato de Lula. O último ministro a deixar o governo foi Ricardo Lewandovski, que entregou seu cargo no Ministério da Justiça em 9 de janeiro.
O ministro tem declarado que não pretende disputar as eleições deste ano. Disse já ter comunicado a decisão pessoalmente a Lula. Quer colaborar com a campanha de reeleição do presidente, o que considera incompatível com o exercício do cargo de ministro da Fazenda.
“O presidente tem falado comigo. Eu penso que posso colaborar nesse ano de outra maneira. Pretendo ajudar na campanha. Já me coloquei à disposição do presidente do PT, Edinho Silva, de que eu tenho interesse em participar da coordenação” afirmou.
Dentro do PT, o nome do ministro é cotado para disputar o governo de São Paulo ou uma vaga no Senado pelo Estado. Haddad voltou a negar essa possibilidade: “Não está nos meus planos ser candidato em 2026”, disse o petista, que também rejeitou disputar o pleito para atender a um desejo da sigla: “A vontade tem que começar pelo candidato. Muitas vezes não segui a missão do partido”.





