• Terça-feira, 9 de junho de 2026

Governo vê risco fiscal em pautas do Congresso e busca apoio de Alcolumbre

Ministro da Fazenda apresentou lista de propostas que podem ampliar gastos públicos

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (9) que levou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), uma série de preocupações da equipe econômica relacionadas a projetos em tramitação no Congresso que podem gerar impacto significativo nas contas públicas. Segundo Durigan, o encontro teve como foco o cenário econômico internacional, os reflexos da instabilidade geopolítica sobre o Brasil e a necessidade de preservar a responsabilidade fiscal em meio ao avanço de propostas com potencial de aumento de gastos.

O ministro afirmou que apresentou ao presidente do Senado uma lista de projetos que preocupam o governo, incluindo iniciativas relacionadas à renegociação de dívidas rurais, propostas de criação ou ampliação de pisos salariais e a chamada PEC dos templos.

De acordo com Durigan, o momento exige atenção diante das incertezas da economia global e dos efeitos que conflitos internacionais podem provocar sobre o crescimento econômico e as finanças públicas. O ministro afirmou que o governo reconhece a importância de discutir demandas de diferentes setores, mas defendeu que as propostas sejam avaliadas levando em conta sua sustentabilidade fiscal: "Não podemos perder de vista a responsabilidade fiscal com o país e com a economia como um todo", declarou. Segundo ele, algumas medidas podem representar custos que a economia brasileira não teria condições de absorver neste momento.

Durigan afirmou que encontrou receptividade por parte de Davi Alcolumbre e elogiou a condução do presidente do Senado nas discussões envolvendo temas econômicos. Sem antecipar decisões do Legislativo, o ministro disse confiar que o Congresso levará em consideração os impactos fiscais das propostas em debate.

A equipe econômica tem intensificado as conversas com líderes da Câmara e do Senado para tentar construir consenso em torno de pautas consideradas prioritárias pelo governo e evitar a aprovação de medidas que ampliem despesas sem previsão de compensação. Durante a conversa com jornalistas, Durigan também comentou as discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição que trata da autonomia administrativa do Banco Central. Segundo ele, o governo apoia o fortalecimento institucional da autoridade monetária, mas defende ajustes no texto para evitar a inclusão de dispositivos que possam gerar distorções ou efeitos indesejados.

O ministro informou que pretende manter diálogo com os relatores da proposta no Senado antes que o texto avance nas próximas etapas de tramitação.

Por: ITATIAIA

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