• Terça-feira, 3 de março de 2026

Final da estação de monta é oportunidade estratégica para aumentar a taxa de prenhez no rebanho 

Aumente a taxa de prenhez e a produção de bezerros com diagnóstico precoce e ressincronização. Saiba como otimizar a estação de monta e evitar vacas vazias.

Diagnóstico precoce de gestação e ressincronização permitem inseminar novamente vacas vazias e ampliar a eficiência reprodutiva na mesma estação Com a estação de monta chegando ao fim em grande parte do Brasil, o momento é decisivo para o produtor que deseja elevar os índices de prenhez final e melhorar a eficiência produtiva do rebanho. Mais do que encerrar o ciclo reprodutivo, este é o período ideal para intensificar o manejo, realizar o diagnóstico de gestação precoce (utilizando a ultrassonografia) e, quando necessário, adotar a ressincronização para inseminar novamente as vacas vazias. Em muitas regiões, a estação de monta acompanha o período chuvoso, normalmente iniciado entre outubro e novembro e encerrado entre janeiro e fevereiro, o que torna o diagnóstico precoce ainda mais estratégico neste momento do calendário pecuário.
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    De acordo com levantamentos técnicos da Embrapa Gado de Corte, a taxa média de prenhez final em sistemas de cria no Brasil pode variar entre 55% e 65%, dependendo da região e do nível tecnológico adotado. Isso significa que uma parcela relevante das fêmeas pode permanecer vazia ao final da estação de monta, comprometendo o número de bezerros nascidos e a eficiência do sistema produtivo. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Em uma fazenda com mil matrizes, cada ponto percentual adicional de prenhez final pode representar cerca de 10 bezerros a mais na safra seguinte, resultado que contribui diretamente para a diluição de custos fixos, melhor aproveitamento da estrutura produtiva e aumento da produtividade por hectare. Diagnóstico precoce é decisão estratégica O diagnóstico de gestação é uma das etapas mais importantes do manejo reprodutivo e deve ser realizado o mais precocemente possível após a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) ou o término da estação de monta. Segundo Bruno Freitas, médico-veterinário da Ourofino Saúde Animal, quanto antes o produtor identificar se a vaca está prenha ou vazia, mais rapidamente poderá tomar decisões estratégicas. “Se a vaca estiver prenhe, ela deve ser direcionada para um lote específico, com manejo nutricional adequado e acompanhamento da condição corporal. Se estiver vazia, ainda há tempo de intervir e aumentar as chances de prenhez dentro da mesma estação“, explica. Com o auxílio da ultrassonografia, o diagnóstico já pode ser realizado ao redor de 30 dias após a inseminação e, segundo Freitas, um dos erros mais comuns é deixar o diagnóstico apenas para o final da estação de monta, perdendo a oportunidade de realizar mais um protocolo de IATF nas fêmeas vazias. “Quando o produtor posterga essa avaliação, ele perde uma janela estratégica. O tempo reprodutivo da vaca não espera.” IATF, diagnóstico e ressincronização: estratégia integrada A estratégia prática pode seguir três etapas complementares:
  • Realização da IATF durante a estação de monta;
  • Diagnóstico precoce de gestação para identificar vacas prenhes e vazias;
  • Ressincronização das vacas não prenhes, permitindo nova inseminação e maior aproveitamento reprodutivo.
  • A ressincronização possibilita reaproveitar fêmeas que não conceberam na primeira inseminação, aumentando o número final de vacas prenhes dentro do mesmo ciclo reprodutivo. “ Cada vaca vazia representa um ano produtivo perdido. Quando falamos em escala, isso significa impacto direto na eficiência do sistema, nos kgs de bezerros desmamados por vaca exposta e no fluxo de caixa da fazenda“, reforça o especialista. Para apoiar o produtor nesse momento estratégico, a Ourofino Saúde Animal disponibiliza um portfólio completo voltado ao manejo reprodutivo, incluindo protocolos para IATF e ressincronização e estratégias para melhorar a eficiência da inseminação. Entre os destaques está o Sincromais®, lançamento da companhia que contribui com a melhora da fertilidade e melhores resultados nos programas reprodutivos. Integrado à linha de reprodução da empresa, o produto atua como aliado na busca por melhores índices de concepção, especialmente em sistemas que exigem maior desempenho e padronização dos lotes. “O objetivo é oferecer ferramentas que ampliem o potencial reprodutivo do rebanho e ajudem o produtor a capturar cada oportunidade dentro da estação de monta. Diagnóstico precoce e ressincronização são decisões técnicas que se traduzem em resultado econômico“, afirma Freitas. Ao aproveitar o final da estação de monta com planejamento, diagnóstico e intervenção estratégica, o produtor transforma os últimos dias do ciclo reprodutivo em uma oportunidade concreta de aumentar a taxa de prenhez final, reduzir perdas reprodutivas e fortalecer a produtividade da próxima safra. Sobre a Ourofino Saúde Animal Fundada em 1987, a Ourofino Saúde Animal é uma das maiores empresas do setor farmacêutico-veterinário de origem brasileira e referência em inovação, sustentabilidade e bem-estar animal. Com sede em Cravinhos (SP), possui um dos complexos industriais mais modernos da América Latina, incluindo linhas para comprimidos, injetáveis, vacinas e biológicos. Presente em mais de 60 países, mantém operações diretas no México e na Colômbia, combinando ciência, tecnologia e proximidade com o produtor. Investe cerca de 8% da receita líquida em P&D, desenvolvendo soluções eficazes e seguras para animais de produção e de companhia. Reconhecida como a melhor empresa para trabalhar no agronegócio pela Great Place to Work, também adota práticas sustentáveis e segue elevados padrões de governança desde sua abertura de capital no Novo Mercado da B3. VEJA MAIS:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
    Por: Redação

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