O sucesso do lançamento do Baly Energy Drink sabor Tadala, durante o Carnaval de 2026, consolidou a gigante Baly Brasil como uma verdadeira “máquina de inovação”. Em apenas 45 dias, foram vendidos R$ 50 milhões do produto, associado ao vigor e à energia. A empresa reforça que a bebida não possui qualquer medicamento em sua composição.
A diretora Comercial e de Marketing da Baly, Dayane Titon Cardoso, representante da segunda geração da família, explica que o Baly Tadala nasceu de uma brincadeira entre familiares, em um momento de descontração.
“A palavra Tadala foi um dos assuntos mais virais, virou uma gíria popular. Em maio de 2025, estávamos passando um fim de semana em um resort quando meu irmão e meu esposo começaram a brincar com essa expressão: ‘estás precisando de um Tadala’, ‘vou precisar de um Tadala’. Sempre digo que somos uma empresa com escuta ativa, muito conectada ao consumidor. Transformamos essa brincadeira em algo forte. Nessa ‘zoação’, eles tiveram a ideia de usar inteligência artificial para criar o produto, enviaram para amigos e isso acabou viralizando”, conta Dayane.
Indústria de bebidas 100% brasileira, fundada em 1997 em Tubarão (SC), a Baly conta hoje com quatro parques fabris em Santa Catarina. A companhia gera mais de 1.500 empregos diretos — número que ultrapassa 5.000 quando considerados os indiretos.
Na linha de energéticos, oferece mais de 30 sabores, sendo nove sem açúcar, nas versões lata e garrafa de 2 litros. Além dos energéticos, atua também nos segmentos de bebidas quentes, cervejas, bebidas proteicas, isotônicos e suplemento vitamínico infantil. Seus produtos estão presentes em todo o Brasil e em países como Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai, México, Estados Unidos e Irã, entre outros.
“Nós viramos uma máquina de inovação. Inovamos para entregar o que o consumidor realmente quer. Isso acontece por meio da escuta ativa: no ponto de venda, estando próximos do cliente, colocando a barriga no balcão, gastando sola de sapato; ouvindo compradores, amigos, pessoas que consomem e gostam dos nossos produtos. Estamos sempre atentos a tudo isso. Percebo que o DNA inovador da Baly vem muito dos fundadores”, destaca Dayane.
Segundo a executiva, a grande transformação da empresa foi uma mudança de postura.
“A Baly era uma empresa pequena, que pensava pequeno, se diminuía e subestimava o próprio crescimento. Tivemos uma virada de chave em 2017. Depois de enfrentar uma crise e promover uma mudança de mentalidade, decidimos focar no nosso protagonismo: na nossa história, no nosso futuro e em como queríamos construí-lo. Escolhemos o cliente como centro de tudo e passamos a discutir como nos diferenciar da concorrência e quais padrões valeria a pena repetir”, conclui.
A Baly faturou R$ 1,8 bilhão em 2025 e projeta encerrar 2026 com R$ 2,5 bilhões. A produção saltou de 205 milhões de litros em 2024 para mais de 550 milhões em 2025, com projeção de alcançar 1 bilhão de litros a partir de 2026.
Para sustentar o crescimento, em setembro de 2025 a empresa adquiriu sua terceira unidade — a antiga Itagres, em Tubarão (SC). Em janeiro de 2026, comprou a quarta unidade, a fábrica da Alliance One Brasil, em Araranguá (SC).
Em 2025 (janeiro a dezembro), a Baly superou a austríaca Red Bull em todos os meses e liderou o mercado nacional em volume de vendas em quatro ocasiões: março, abril, julho e dezembro, superando também a norte-americana Monster. Em dezembro de 2025, a empresa atingiu 34,9% de participação de mercado, contra 30,3% da Monster e 13,3% da Red Bull, segundo dados do ScannShare, da Scanntech.
A Justiça liberou, ainda no verão, a produção e venda do energético “Baly Tadala” por meio de decisões liminares, permitindo sua comercialização. A bebida, que alude ao medicamento tadalafila (usado para disfunção erétil), foi alvo de suspensões pela Vigilância Sanitária e Procon do Rio de Janeiro por possível propaganda enganosa e alusão a remédio.
Sem medicamentos na fórmula e com embalagem trazendo as informações necessárias conforme a legislação vigente, as vendas do Baly Energy Drink sabor Tadala estão liberadas em todo o Brasil, inclusive no Rio de Janeiro, mesmo após o Procon-RJ tentar impedir. O órgão estadual alegou que a bebida poderia induzir o consumidor em erro por associação com substância medicamentosa. Entretanto, o Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro entendeu o contrário, acatou o pedido da empresa e manteve as vendas.
Em sua decisão, a desembargadora Claudia Nascimento Vieira escreveu: “[…] observa-se que a rotulagem do produto é explícita quanto ao fato de não se tratar de um medicamento, tampouco conter quaisquer fármacos, conforme a descrição em sua embalagem a respeito dos ingredientes que compõe a bebida. O rótulo do produto traz explicitamente a informação de que a bebida é um energético (energy drink)…”





