A alimentação dos cavalos exige atenção extrema — e o feno, base da dieta de grande parte dos equinos, pode se transformar em um verdadeiro risco quando contaminado. O que parece um alimento seguro pode esconder fungos, micotoxinas e até ovos de parasitas, comprometendo diretamente a saúde digestiva e respiratória dos animais.
Casos recentes reforçam o alerta: surtos envolvendo cavalos já foram associados ao consumo de feno contaminado, com registros de cólicas severas e mortes após ingestão de material com presença de fungos. O problema é ainda mais crítico porque, em muitos casos, o perigo não é visível.
Diferente de bovinos, os cavalos possuem um sistema digestivo extremamente sensível. Qualquer alteração na qualidade do alimento pode causar:
Além disso, o manejo alimentar inadequado, aliado à presença de fungos no feno, pode intensificar processos de fermentação e produção de gases, agravando quadros clínicos. Por isso, saber identificar sinais no feno antes de oferecer aos cavalos é uma prática essencial — e pode salvar vidas.
Os fungos são o principal perigo no feno. Eles se desenvolvem em ambientes úmidos e produzem toxinas altamente nocivas aos equinos.
👀 Visualmente👉 Qualquer mancha branca ou escura já indica presença de fungo e contaminação
👃 Pelo cheiro
👉 Feno de qualidade deve ter cheiro fresco, semelhante a capim seco. Qualquer odor estranho é sinal de alerta.
✋ Na textura
👉 Poeira excessiva pode indicar presença de fungos e partículas inaláveis prejudiciais aos pulmões.
Veterinários alertam que alguns tipos de capim têm maior tendência a mofar internamente, o que dificulta a identificação e aumenta o risco de intoxicação. Entre os mais críticos estão os fenos produzidos a partir de gramíneas do gênero Cynodon, como Tifton 85, Coast-cross e Jiggs, além de forragens mais densas como Pangola e algumas espécies de Brachiaria, e também a Alfafa.
Esses materiais possuem maior volume de folhas, alta densidade e capacidade de reter umidade, o que pode dificultar a secagem uniforme durante o processo de fenação. Como consequência, favorecem o desenvolvimento de fungos no interior dos fardos, especialmente quando o enfardamento ocorre com umidade elevada ou armazenamento inadequado
Um dos maiores erros no manejo é avaliar apenas o exterior do fardo.
Especialistas alertam que o mofo pode estar concentrado no interior, mesmo quando o lado externo parece normal .
👉 Por isso, sempre abra o fardo antes de fornecer aos cavalos.
Os ovos e larvas de parasitas são praticamente invisíveis a olho nu, mas existem indícios claros de risco ligados à origem do feno.
Sinais de alerta:Importante:
O risco não está na aparência direta, mas no manejo. Ovos de parasitas podem sobreviver no ambiente e contaminar o alimento facilmente.
Ou seja:
👉 Feno bonito por fora não garante segurança.
A ingestão de feno contaminado pode desencadear quadros graves:
Em casos extremos, a evolução pode ser rápida e fatal — especialmente em animais estabulados, com menor mobilidade intestinal.
A prevenção é a única forma eficaz de proteger os cavalos.
Boas práticas essenciais:✔ Escolha do feno
✔ Armazenamento
✔ Manejo alimentar
✔ Regra de ouro
A contaminação no feno é um problema silencioso, mas extremamente perigoso para cavalos.
E o detalhe mais importante: ela pode ser identificada com uma simples inspeção.
No dia a dia do haras, o cuidado deve ser constante:
👉 Viu, cheirou ou sentiu algo estranho? NÃO ofereça.
Porque, na equinocultura, um pequeno sinal no feno pode evitar uma grande perda.
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