A frota de transporte coletivo privado de seis estados e do Distrito Federal passará por uma renovação com o aporte de R$ 341,6 milhões do Novo PAC Mobilidade Urbana. Ao todo, 479 ônibus, com modelos menos poluentes, serão comprados para operar nessas regiões. A verba usada no programa não vem direto do orçamento federal, e sim do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
A iniciativa, coordenada pelo Ministério das Cidades e pela Casa Civil, integra o eixo de Renovação de Frota do Novo PAC. A proposta busca modernizar o transporte público urbano, reduzir falhas operacionais e melhorar a eficiência das linhas que atendem milhões de passageiros diariamente.
Os recursos utilizados no programa vêm do FGTS e funcionam como linha de financiamento para projetos de mobilidade e infraestrutura. O dinheiro não sai diretamente do orçamento federal. O modelo adotado prevê que empresas privadas responsáveis pelas concessões do transporte público apresentem projetos de renovação de frota ao governo federal. Após análise técnica e aprovação, os recursos são liberados para a compra dos veículos junto às fabricantes.
Todos os ônibus adquiridos nesta etapa utilizarão motores no padrão Euro 6, tecnologia que reduz a emissão de poluentes em comparação aos modelos mais antigos em circulação. Além do impacto ambiental, as empresas também esperam reduzir custos operacionais com menor consumo de combustível e maior eficiência mecânica.
A entrada dos veículos em operação ocorrerá gradualmente, conforme o cronograma de fabricação das montadoras e a assinatura dos contratos finais de financiamento. Segundo o balanço do programa, o eixo de Renovação de Frota para o setor privado já acumula 51 propostas aprovadas em 2026. O planejamento total prevê investimentos de R$ 2,07 bilhões para colocar em circulação 583 ônibus elétricos e outros 1.772 veículos movidos a diesel com tecnologia Euro 6.
*Com edição de Luiz Daudt Junior.





