• Sexta-feira, 29 de maio de 2026

Fim das taxas abusivas? Mulheres no CadÚnico podem ter teto de juros em cartões e bancos; entenda

Proposta que tramita na Câmara de Deputados quer reduzir taxas para mulheres chefes de família

Mulheres chefes de famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo
Federal (CadÚnico)
podem ter teto máximo de tarifa de juros em, no mínimo, 70% ao que é aplicado aos demais beneficiários. É o que prevê um projeto de lei que tramita na Câmara de Deputados, com a redução prevista para taxas de manutenção de cartões de crédito e tarifas bancárias, por exemplo.

O projeto também quer reduzir taxas para mulheres chefes de família no que diz respeito a:

Até março de 2026, o Cadastro Único registrava 42,2 milhões de famílias, totalizando 96 milhões de pessoas. Desse total, não está especificado quantas mulheres são caracterizadas como chefes de família.

Conforme a proposta, a redução de taxas e encargos valeria para mulheres de chefes de família, ou seja, aquelas responsáveis pela unidade familiar, com ou sem cônjuge, em que o núcleo esteja estruturado sob sua direção econômica ou social.

Para comprovação, seria necessário, se a lei for aprovada, apresentar documento oficial, com a instituição financeira verificando automaticamente a inscrição ativa no CadÚnico. Dessa forma, os cadastros sempre devem estar atualizados.

Segundo a PL, se a lei for aprovada, as instituições financeiras serão proibidas de exigir contrapartidas adicionais para concessão da redução das tarifas. Além disso, as instituições também não poderão restringir o acesso a produtos financeiros básicos em razão da aplicação do benefício e impor condições menos favoráveis ou discriminações indiretas às mulheres contempladas.

“O benefício é direcionado e focalizado, evitando distorções sistêmicas e preservando a estabilidade das operações financeiras. Adicionalmente, a verificação automática via CadÚnico reduz burocracias, garante precisão no público beneficiado e impede fraudes. Trata-se, portanto, de medida de justiça social, impacto direto e execução viável”, justifica o projeto.

Por: NSC Total

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