• Sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Casa Branca: Putin e Zelensky não estão prontos para encerrar guerra

Com Trump "desacreditado", porta-voz da Casa Branca afirma que Putin e Zelensky não conseguem sozinhos pôr fim à guerra da Ucrânia

afirmou nesta quinta-feira (28/8), que Rússia e Ucrânia ainda não estão prontas para pôr fim ao conflito e que nem Vladimir Putin, nem Volodymyr Zelensky conseguiriam encerrar a guerra sozinhos. A declaração foi feita poucas horas depois de o , que deixou ao menos 21 mortos — entre eles, quatro crianças. “”, declarou Leavitt. Prédios ligados à União Europeia e ao British Council foram danificados, levando UE e Reino Unido a convocarem diplomatas russos. Segundo a força aérea ucraniana, o Kremlin disparou 629 armas de ataque durante a noite, sendo 598 drones e 31 mísseis. O Ministério da Defesa russo declarou que mirou “empresas do complexo militar-industrial e bases aéreas militares” com “armas de alta precisão”. Paz segue distante O presidente Volodymyr Zelensky classificou o bombardeio como “um assassinato horrível e deliberado de civis” e disse que os ataques representam “uma resposta clara a todos no mundo que pedem um cessar-fogo”. Já o Kremlin afirmou, por meio do porta-voz Nos Estados Unidos, Donald Trump declarou que não está “surpreso” com a ofensiva russa, mas reforçou a insatisfação com a falta de avanços nas tratativas de paz. 8 imagens Donald Trump segurando foto que tirou em cúpula no Alasca com PutinTrump e ZelenskyEncontro entre Putin e TrumpFechar modal. 1 de 8 Chip Somodevilla/Getty Images 2 de 8 Win McNamee/Getty Images 3 de 8 Donald Trump segurando foto que tirou em cúpula no Alasca com Putin Chip Somodevilla/Getty Images 4 de 8 Trump e Zelensky Anna Moneymaker/Getty Images 5 de 8 Win McNamee/Getty Images 6 de 8 Encontro entre Putin e Trump Kremlin 7 de 8 Encontro entre Trump e Putin teve várias pautas Andrew Harnik/Getty Images 8 de 8 Putin e Trump no Alasca em agosto de 2025 Andrew Harnik/Getty Images Últimos desdobramentos No último dia 15 de agosto, Donald Trump iniciou os trabalhos como a “grande mão” para tentar resolver o conflito na Ucrânia, ao receber o líder do Kremlin, Vladimir Putin, em Anchorage, no Alasca. Após uma reunião de três horas, os dois não chegaram a acordos concretos, mas afirmaram estar abertos ao diálogo e consideraram que estavam “no caminho certo”. Dias depois da cúpula no Alasca, o norte-americano se encontrou com Volodymyr Zelensky na Casa Branca, seis meses após o embate entre eles em razão do acordo sobre minerais estratégicos ucranianos, assinado meses depois. Zelensky participou do encontro acompanhado de líderes europeus que apoiam a Ucrânia no conflito. Após a reunião, Trump telefonou para Putin e declarou estar organizando um encontro bilateral entre o russo e o ucraniano. O prazo estipulado para a realização da reunião bilateral — e, posteriormente, de uma trilateral com a presença de Trump — era de duas semanas. Leia também Impasses No início desta semana, o republicano havia afirmado que tanto a Ucrânia quanto a Rússia são responsáveis pelo impasse. “Zelensky também não é exatamente inocente. ”, disse. Trump voltou a ameaçar novas sanções econômicas a Moscou, mas evitou anunciar prazos ou medidas imediatas. Apesar da retórica, ressaltou que ainda aposta em uma saída negociada. “Não quero impor novas tarifas que prejudiquem a economia russa. Acho que ainda há um caminho para um acordo de paz”. A possibilidade de uma cúpula entre Putin e Zelensky, com mediação dos EUA e eventual participação de Trump, segue incerta. Impasses sobre a adesão da Ucrânia à Otan e sobre territórios ocupados permanecem travando as negociações. O mais recente movimento do Kremlin pode desencadear uma nova escalada na guerra, que já se arrasta há três anos no Leste Europeu.
Por: Metrópoles

Artigos Relacionados: