• Sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Tarcísio exalta atuação "em conjunto" contra megaesquema do PCC

Governador de SP liga início da investigação a uma fala sua de maio de 2024, quando citou postos controlados pela facção.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), exaltou na 5ª feira (28.ago.2025) a atuação “em conjunto” das forças de segurança na operação Carbono Oculto, que investiga um megaesquema do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis.

Em vídeo divulgado no X, Tarcísio disse que a megaoperação representa um “dia histórico no enfrentamento ao crime organizado”. Segundo ele, o trabalho de inteligência teve início após sua declaração no CEO Conference do Itaú, em maio de 2024, quando afirmou que o PCC controlava 1.100 postos de gasolina.

Assista ao vídeo de Tarcísio (1min37s):

“Na época essa declaração repercutiu muito, escancarou um problema. A infiltração do crime organizado no setor de combustíveis”, disse o governador.

A PF (Polícia Federal), com apoio da Receita Federal, também deflagrou na 5ª feira (28.ago) operações simultâneas voltadas ao combate à atuação do crime organizado na cadeia produtiva de combustíveis. Entre elas, a Carbono Oculto, que mobilizou cerca de 1.400 agentes em 8 estados e tem como alvo 350 pessoas físicas e jurídicas ligadas ao esquema criminoso.

O objetivo da operação é desarticular um esquema do PCC no setor de combustíveis. As investigações mostram movimentação de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.

O governador destacou que o trabalho envolveu Gaeco, Ministério Público Federal, Receita Federal, Receita Estadual e Polícia Federal. “Se a gente trabalhar em conjunto, nós vamos derrotar o crime organizado”, afirmou.

Segundo as investigações, o PCC usava fintechs como “banco paralelo” para lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas. Uma empresa movimentou mais de R$ 46 bilhões no período investigado.

O esquema incluía importação irregular de metanol pelo Porto de Paranaguá, usado para adulterar combustíveis. Mais de 1.000 postos em 10 estados apresentavam irregularidades, prejudicando consumidores com fraudes quantitativas e qualitativas.

Tarcísio afirmou que outras medidas serão tomadas, inclusive no Congresso, com a aprovação de projetos de lei para fortalecer o combate ao crime organizado. “Já entramos no setor de transporte, estamos entrando no setor de combustíveis”, completou.

A Receita Federal estimou sonegação de R$ 7,67 bilhões. A Justiça determinou bloqueio de R$ 1 bilhão em bens dos envolvidos, incluindo imóveis e veículos.

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Por: Poder360

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