• Sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Roraima será conectado à rede elétrica nacional em setembro

Linhão de Tucuruí ligará o Estado ao sistema nacional de energia, quase 10 anos após atraso por licenciamento ambiental.

Os testes de energização da linha de transmissão Manaus-Boa Vista, conhecida como Linhão de Tucuruí, estão programados para começar em 8 de setembro. A obra vai interligar Roraima ao SIN (Sistema Interligado Nacional) e deve ser concluída oficialmente em 10 de setembro.

Roraima é o único Estado que ainda não faz parte do sistema elétrico nacional. Hoje, depende exclusivamente de termelétricas movidas a óleo diesel e gás, custeadas pela CCC (Conta de Consumo de Combustíveis).

De acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), cerca de 120 caminhões-tanque circulam diariamente entre Manaus e Boa Vista para abastecer as usinas térmicas. A expectativa é que a entrada em operação da linha reduza os custos em mais de R$ 1 bilhão por ano e diminua a tarifa de energia em todo o país.

A ligação de Roraima ao SIN também deve resolver um problema histórico de quedas de energia e blecautes frequentes.

Desde março de 2019, quando a Venezuela interrompeu o fornecimento elétrico ao Estado, o sistema passou a depender apenas das térmicas locais. Falhas recorrentes no fornecimento impactam diretamente os consumidores residenciais e dificultam a instalação de indústrias na região.

O linhão foi licitado em 2011 e deveria ter entrado em operação em 2015. O cronograma atrasou por entraves no licenciamento ambiental, sobretudo na área indígena.

A concessionária Transnorte Energia chegou a pedir a rescisão do contrato, mas, em 2021, assinou aditivo prorrogando prazos e abriu arbitragem para discutir o reequilíbrio econômico-financeiro.

As obras só foram retomadas em outubro de 2022, depois de acordo judicial com a comunidade Waimiri Atroari e a União.

A continuidade da obra foi incluída na lei de privatização da Eletrobras, em 2021, por meio de uma emenda do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR). Leia a íntegra (PDF – 351 kB).

O texto determinou que a União deveria assegurar a interligação de sistemas isolados ao SIN, evitando que a desestatização da estatal inviabilizasse projetos como o do linhão.​

Por: Poder360

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