• Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Câmara deve votar fim da jornada 6×1 em maio, sinaliza presidente

Hugo Motta sinaliza votação do fim da jornada 6x1 para maio de 2026. Veja os impactos econômicos segundo a CNI e como fica a escala de trabalho.

Presidente da Câmara, Hugo Motta, sinaliza avanço da proposta para maio; enquanto parlamentares buscam qualidade de vida ao trabalhador, estudo da CNI alerta para impacto de até R$ 267 bilhões e custos elevados para o fim da jornada 6×1.O debate sobre a modernização das relações de trabalho no Brasil ganhou um cronograma oficial no Legislativo. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, sinalizou que a proposta que visa o fim da jornada 6×1 deve ser levada ao Plenário para votação em maio de 2026. Segundo o parlamentar, o texto está sendo lapidado com cautela para garantir que a transição seja sustentável, equilibrando as demandas sociais com a realidade financeira do setor produtivo. Em declarações recentes, Motta enfatizou que a tramitação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e o posterior envio a uma comissão especial não representam uma manobra política. O objetivo, segundo ele, é evitar disputas de protagonismo com o Executivo e assegurar que todos os setores impactados tenham voz técnica no processo. “Buscamos o canal legislativo correto para avançar em uma pauta que atenda à maioria da população”, afirmou.
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    Diálogo e bem-estar social no fim da jornada 6×1 Para a presidência da Casa, a discussão ultrapassa a esfera econômica, atingindo diretamente a saúde pública e a estrutura familiar. Motta defende que o fim da jornada 6×1 é uma pauta justa e alinhada às novas dinâmicas globais de trabalho. A proposta foca em oferecer ao trabalhador tempo de qualidade para lazer e convívio familiar, fatores considerados essenciais para a produtividade a longo prazo. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Atualmente, o Congresso analisa de forma apensada a PEC 8/25, de autoria da deputada Erika Hilton (Psol-SP), e a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). O rito legislativo rigoroso visa blindar o projeto contra ideologias, focando em um texto que seja tecnicamente viável para o país. O impacto econômico do fim da jornada 6×1 segundo a CNI Apesar do forte apelo social, o setor industrial demonstra preocupação com os custos operacionais da mudança. Um levantamento detalhado da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que a redução da carga horária para 40 horas semanais pode gerar um impacto financeiro entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano. Esse montante representaria uma elevação média de 7% nos gastos com folha de pagamento. No cenário atual, a jornada de 44 horas semanais é a norma, e a alteração drástica preocupa especialmente 21 dos 32 setores industriais monitorados, que apresentariam custos acima da média nacional para manter seus níveis de produção. Setores mais pressionados pela nova escala de trabalho A análise da CNI destaca que os reflexos do fim da jornada 6×1 serão sentidos com maior intensidade na indústria da construção e no segmento de micro e pequenas empresas. Por possuírem margens de lucro mais estreitas e processos que dependem intensamente de presença física, essas empresas teriam dificuldades maiores em absorver o novo custo sem repassá-lo ao consumidor final ou reduzir o quadro de funcionários. O desafio da Câmara, até maio, será encontrar um ponto de equilíbrio que permita o avanço social sem comprometer a competitividade da indústria brasileira, garantindo que a “justiça trabalhista” mencionada por Motta não resulte em inflação ou desemprego nos setores mais sensíveis da economia. VEJA MAIS:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

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