• Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Boi gordo dispara em fevereiro, escalas encurtam e mercado testa novos patamares acima de R$ 360/@

Com oferta restrita, exportações aquecidas e pastagens favorecidas pelas chuvas, boi gordo acumula alta expressiva no mês e indústria encontra dificuldade para alongar abates

Com oferta restrita, exportações aquecidas e pastagens favorecidas pelas chuvas, boi gordo acumula alta expressiva no mês e indústria encontra dificuldade para alongar abates O mercado do boi gordo encerra fevereiro com um cenário que há meses não se via com tanta intensidade: valorização consistente da arroba, escalas de abate encurtadas e pecuarista com maior poder de barganha nas negociações. A combinação entre oferta restrita de animais terminados, exportações firmes e boas condições de pastagem tem sustentado o movimento de alta nas principais praças pecuárias do país. Levantamentos recentes mostram que o ambiente de negócios segue favorável no curtíssimo prazo. O mercado físico apresentou continuidade no movimento de alta ao longo da semana, com destaque para Mato Grosso do Sul, onde os reajustes foram mais evidentes.
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    Alta do boi gordo acumulada de quase 8% em fevereiro Dados do Indicador Datagro apontam que a média da arroba em São Paulo saiu de R$ 326,87 no início de fevereiro para R$ 352,90 no dia 26, uma valorização de 7,96% no mês, alcançando o maior valor já registrado pela ferramenta . window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Em Minas Gerais, o avanço também chamou atenção, com salto superior a R$ 7 em apenas um dia entre quarta e quinta-feira, reforçando a pressão altista nas negociações . Pelo Indicador CEPEA/ESALQ, a arroba operou acima dos R$ 330 em praticamente todo o mês e acumulava alta de 7,1% até o dia 24 de fevereiro, refletindo a média dos negócios realizados em São Paulo . Segundo pesquisadores do Cepea, a baixa oferta de animais prontos para abate e a combinação de demanda interna firme com exportações em ritmo recorde são os principais vetores dessa valorização. Escalas estranguladas e poder de retenção no campo Um dos pontos centrais dessa alta está nas escalas de abate. A dificuldade da indústria em alongar programações tem sido recorrente. Em média, as escalas giram em torno de apenas seis dias úteis, segundo análise da Datagro . Já em outras praças monitoradas, a média nacional tem ficado entre 4 e 5 dias úteis, evidenciando a limitação na oferta disponível para abate . As chuvas regulares em janeiro e fevereiro favoreceram o desenvolvimento das pastagens, permitindo que o pecuarista mantenha o gado terminado no campo por mais tempo. Esse fator reduz a pressão de venda e aumenta o poder de negociação frente aos frigoríficos . Com isso, produtores já atuam para consolidar negócios a R$ 360/@ em São Paulo, embora o volume negociado nesse patamar ainda não tenha sido suficiente para estabelecer a nova referência oficial de mercado . Cotações da arroba do boi gordo nas principais praças No dia 26 de fevereiro, as referências do mercado físico indicavam:
  • São Paulo: R$ 360,00
  • Goiás: R$ 334,64
  • Minas Gerais: R$ 339,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 334,09
  • Mato Grosso: R$ 332,23
  • Segundo a Agrifatto, a arroba paulista segue cotada a R$ 355, enquanto nas demais 16 regiões monitoradas a média ficou em R$ 327,80 . Pela Scot Consultoria, os preços brutos no prazo apontavam:
  • Boi gordo: R$ 350/@
  • Vaca gorda: R$ 325/@
  • Novilha gorda: R$ 335/@
  • Boi-China: R$ 355/@
  • Exportações e câmbio: combustível e risco As exportações brasileiras de carne bovina in natura seguem em ritmo forte, contribuindo para o quadro de oferta enxuta no mercado doméstico . Além disso, a demanda internacional permanece aquecida, fator que sustenta a valorização da arroba . No entanto, o câmbio permanece como variável sensível. O dólar comercial encerrou a sessão cotado acima de R$ 5,13 , e a volatilidade cambial pode pressionar margens da indústria exportadora, limitando compras em determinados momentos . Atacado e mercado futuro No mercado atacadista, os preços da carne apresentam acomodação pontual, embora a entrada dos salários no início de mês possa estimular reajustes moderados. A carcaça casada no atacado paulista segue próxima de R$ 23/kg, mesmo em período tradicionalmente mais fraco de consumo. Na B3, os contratos futuros mostram estabilidade recente. O vencimento para abril de 2026 foi negociado a R$ 352,65/@, praticamente sem variação diária . Reposição também avança No mercado de reposição, o bezerro Nelore de 8 a 12 meses em Mato Grosso do Sul acumulou alta de 4,56% na parcial de fevereiro, reforçando a sustentação da cadeia produtiva . O que esperar das próximas semanas? Os analistas indicam que o mercado deve seguir atento a três fatores decisivos:
  • Ritmo das exportações
  • Entrada de animais de confinamento
  • Comportamento da demanda doméstica no pós-Carnaval e durante a Quaresma
  • Se a oferta continuar restrita e as exportações mantiverem o atual desempenho, a arroba pode testar novos patamares acima de R$ 360 em São Paulo.
    Por: Redação

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