• Sexta-feira, 15 de maio de 2026

Bolsonaro continua com quadro de soluços recorrentes, diz boletim médico

Ex-presidente segue em prisão domiciliar e apresenta melhora após ajuste terapêutico, segundo equipe médica

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua apresentando episódios recorrentes de soluços nos últimos dias, segundo boletim médico encaminhado nesta sexta-feira (15) ao Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o documento, o quadro apresentou melhora após ajustes no tratamento realizado pela equipe médica.

“Apresentou quadros recorrentes e persistentes de soluços nos últimos dias, com considerável melhora e estabilização após ajuste terapêutico, mantendo de forma regular e diária protocolo de fisioterapia motora leve”, informa o boletim.

Ainda segundo os médicos, Bolsonaro segue utilizando uma tipoia para imobilização parcial do ombro direito, após passar por uma cirurgia no início deste mês.

O boletim aponta também que o ex-presidente não apresenta queixas de dores e permanece sob uso de "analgesia por via transdérmica".

No exame físico, os médicos identificaram alteração residual na base do pulmão esquerdo, pressão arterial controlada e um quadro persistente de instabilidade do equilíbrio corporal.

“Observa-se quadro persistente e inalterado de instabilidade do equilíbrio corporal”, destaca o documento médico.

Em março, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou que Bolsonaro cumprisse prisão domiciliar por 90 dias em razão do estado de saúde.

Antes disso, o ex-presidente chegou a ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.

A decisão de Moraes levou em consideração parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) à flexibilização do regime prisional.

Com isso, Bolsonaro deixou a cela especial no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, e passou a cumprir em casa a pena de 27 anos e 3 meses de prisão imposta pelo STF no processo sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Por: ITATIAIA

Artigos Relacionados: