Boi gordo dispara e pecuária entra em fase de alta que anima pecuaristas com novo ciclo
Escalas curtas, exportações aquecidas e disputa por animais sustentam alta da arroba do boi gordo - e outras categorias - e pressionam preços da carne no mercado interno
Escalas curtas, exportações aquecidas e disputa por animais sustentam alta da arroba do boi gordo – e outras categorias – e pressionam preços da carne no mercado interno O mercado do boi gordo no Brasil atravessa um dos momentos mais firmes dos últimos meses, com valorização consistente da arroba, negócios acima das referências e alta no preço da carne no atacado. A combinação entre oferta restrita de animais terminados e demanda internacional aquecida tem sustentado um cenário de forte disputa por boiada pronta, elevando os preços em diversas regiões do país. Levantamentos recentes indicam que, mesmo com algumas referências oficiais ainda abaixo do pico, já há negociações pontuais próximas de R$ 360/@ em São Paulo, especialmente para animais com padrão exportação, o chamado “boi-China”.
Ao mesmo tempo, o mercado atacadista reage à menor disponibilidade de carne, com reajustes importantes nos principais cortes, refletindo um ambiente de oferta enxuta e dificuldade de reposição por parte da indústria. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Oferta curta trava escalas e sustenta preços do boi gordo O principal motor dessa valorização é a baixa disponibilidade de animais terminados, cenário descrito por analistas como uma “oferta anêmica”. Essa condição tem impactado diretamente as indústrias frigoríficas, que enfrentam dificuldades para fechar escalas de abate. Atualmente, as escalas giram entre cinco e sete dias úteis na média nacional, patamar considerado curto para os padrões do setor, o que aumenta o poder de barganha do pecuarista. Esse cenário é reforçado pelas boas condições de pastagem em diversas regiões, o que permite ao produtor reter os animais por mais tempo, vendendo apenas quando encontra preços mais atrativos. Além disso, o comportamento do mercado evidencia uma mudança clara na negociação: quem tem boi pronto segura a venda, enquanto os compradores precisam elevar as ofertas para garantir volume, intensificando a pressão altista. Exportações seguem firmes e puxam o mercado Outro fator decisivo é o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina. A demanda internacional, especialmente da China, segue aquecida e tem sido determinante para sustentar os preços.
Importadores chineses e exportadores brasileiros têm acelerado os embarques para aproveitar o volume disponível dentro das cotas, o que mantém o fluxo externo robusto. Dados recentes mostram que, em março, o Brasil já havia exportado mais de 167 mil toneladas de carne bovina, com faturamento próximo de US$ 966 milhões, mantendo preços elevados por tonelada. Mesmo com tarifas elevadas fora das cotas — que podem chegar a 67% —, o apetite internacional continua sustentando o mercado brasileiro. Arroba firme em todo o país As cotações do boi gordo refletem esse cenário positivo em praticamente todas as regiões pecuárias. Em São Paulo, a arroba gira próxima de R$ 355 a R$ 358/360, enquanto outras praças importantes acompanham o movimento:
Goiás: cerca de R$ 340/@
Minas Gerais: aproximadamente R$ 340 a R$ 344/@
Mato Grosso do Sul: próximo de R$ 345 a R$ 348/@
Mato Grosso: acima de R$ 350/@
No caso do “boi-China”, há valorização ainda mais expressiva, com evolução recente de até R$ 7/@ em poucos dias, indicando um mercado em franca recuperação. Carne bovina sobe no atacado e pressiona consumo No mercado atacadista, os efeitos da oferta restrita já são claros. Os principais cortes registraram alta:
Quarto traseiro: cerca de R$ 27,50/kg
Quarto dianteiro: aproximadamente R$ 21,80/kg
Ponta de agulha: em torno de R$ 20,00/kg
Mesmo com preços elevados, a carne bovina enfrenta perda de competitividade frente a proteínas mais baratas, como o frango. Ainda assim, a escassez de produto tem sido mais determinante que a demanda, mantendo os valores em alta. Tendência para os próximos meses O cenário de curto prazo segue positivo para o pecuarista, com expectativa de continuidade da firmeza nos preços, sustentada pela combinação de oferta limitada e demanda consistente.
No entanto, especialistas alertam para possíveis mudanças ao longo do ano. Entre os principais pontos de atenção estão:
Esgotamento antecipado das cotas de exportação, o que pode reduzir embarques no segundo semestre
Aumento sazonal da oferta, com entrada de animais de confinamento
Possível pressão de baixa caso esses fatores se confirmem simultaneamente
Ainda assim, fatores climáticos favoráveis em 2026, com boa distribuição de chuvas e temperaturas mais amenas, tendem a manter o poder de negociação nas mãos do produtor, ao menos no curto prazo.
Mercado segue firme e com viés de alta
Por: Redação
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