• Quarta-feira, 1 de abril de 2026

Manejo biológico impulsiona a produtividade do sorgo

Com sistema radicular que pode alcançar até dois metros de profundidade, a cultura se destaca pela maior tolerância a condições de estresse hídrico e térmico.

Com sistema radicular que pode alcançar até dois metros de profundidade, a cultura se destaca pela maior tolerância a condições de estresse hídrico e térmico. O cultivo do sorgo na safrinha tem avançado no Brasil. No ciclo 2024/2025, a produção atingiu 5,9 milhões de toneladas, crescimento de 35% em relação ao ciclo anterior. Com sistema radicular que pode alcançar até dois metros de profundidade, a cultura se destaca pela maior tolerância a condições de estresse hídrico e térmico, além do menor custo de produção. Atualmente, é utilizada principalmente na alimentação animal e, de forma crescente, também na produção de etanol. Essa maior tolerância, no entanto, não significa ausência de risco. Em cenários de seca prolongada e temperaturas elevadas, o sorgo também sofre impactos fisiológicos que podem comprometer o desenvolvimento da planta e reduzir o potencial produtivo.
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    “O manejo biológico no sorgo, desde o tratamento de sementes, contribui para mitigar os efeitos do estresse hídrico e fortalecer o desenvolvimento inicial da cultura”, explica Latoya Ruschel, engenheira de bioprocessos, biotecnologista e desenvolvedora de mercado da Biotrop. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Arranque inicial e estresse climático Os primeiros 20 dias após a emergência são considerados críticos para o sorgo. Isso porque a semente possui baixa reserva de energia, o que torna a fase inicial mais sensível. Nesse contexto, o uso de bioinsumos com ação promotora de crescimento pode favorecer o estabelecimento da lavoura. “Há tecnologias que estimulam a produção de fitormônios, como auxinas, que promove o crescimento dos órgãos das plantas, contribuindo para o desenvolvimento radicular e para a uniformidade do estande”, afirma Latoya. Entre essas soluções, o Bioasis Power, da Biotrop, atua no estímulo ao crescimento radicular e na mitigação de estresses abióticos. Sua tecnologia biológica favorece a formação de um biofilme no entorno das raízes, um aglomerado de bactérias que mantém a região hidratada por mais tempo e contribui para uma planta mais resiliente. Além disso, o estresse térmico também representa um fator limitante. Em condições adversas, o sorgo reduz a perda de água por meio do fechamento dos estômatos e pode apresentar desequilíbrios metabólicos. “Os microrganismos benéficos auxiliam na regulação desses processos fisiológicos, contribuindo para maior equilíbrio da planta”, complementa. Segundo a especialista, tecnologias como o Bioasis Power contribuem para reduzir perdas e preservar o potencial produtivo da lavoura, favorecendo um crescimento mais uniforme e equilibrado que, ao final, se traduz em maior rentabilidade para o produtor. Desafios fitossanitários e proteção da lavoura Além das condições climáticas, o sorgo também enfrenta desafios fitossanitários, principalmente doenças causadas por fungos que permanecem na palhada entre safras, como a antracnose ( Colletotrichum ssp.) e outras manchas foliares. O manejo preventivo, especialmente no início do ciclo, pode contribuir para reduzir a pressão desses patógenos. Nesse contexto, o Bombardeiro, biofungicida multissítio da Biotrop, atua tanto na palhada quanto na parte aérea, ajudando a limitar o desenvolvimento de doenças. A solução combina diferentes mecanismos de ação, incluindo produção de metabólitos, formação de biofilme na superfície foliar e estímulo aos mecanismos naturais de defesa da planta. Como resultado, há maior proteção ao longo do ciclo e manutenção da área foliar ativa por mais tempo, favorecendo a fotossíntese. “Tecnologias biológicas bem-posicionadas no manejo podem contribuir para maior estabilidade produtiva, especialmente em cenários de maior pressão climática e fitossanitária”, finaliza Latoya. VEJA TAMBÉM:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago PereiraQuer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

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