BNDES aposta quase R$ 1 bilhão em usina de etanol de milho no MATOPIBA; veja onde
Financiamento de R$ 950 milhões viabiliza 1ª usina de etanol de milho da Inpasa no Matopiba, em Luís Eduardo Magalhães, com meta de transformar 1 milhão de toneladas de grãos por ano em combustível, proteína animal e energia
Financiamento de R$ 950 milhões viabiliza 1ª usina de etanol de milho da Inpasa no Matopiba, em Luís Eduardo Magalhães, com meta de transformar 1 milhão de toneladas de grãos por ano em combustível, proteína animal e energia O avanço do etanol de milho no Brasil acaba de ganhar um novo capítulo — e com peso bilionário. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 950 milhões para a construção de uma nova unidade industrial da Inpasa Agroindustrial S/A em Luís Eduardo Magalhães (BA), no Oeste baiano, região estratégica do MATOPIBA. O projeto representa a 6ª biorrefinaria – usina de etanol de milho – da empresa no Brasil e marca um movimento que pode mudar a dinâmica do mercado regional de biocombustíveis: a expectativa é que a Bahia deixe de ser apenas consumidora e passe a atuar como exportadora de biocombustíveis, fortalecendo a economia local e a cadeia de grãos.
Mais do que uma indústria de etanol, a nova planta chega com o modelo que está redesenhando o agroindustrial brasileiro: o de biorrefinaria, em que o milho vira combustível, coprodutos para nutrição animal e ainda gera energia — elevando eficiência e valor agregado dentro da própria região produtora. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});A nova unidade será instalada na zona rural de Luís Eduardo Magalhães, município reconhecido como um dos maiores polos do agronegócio nacional, com grande produção e logística de grãos no Oeste da Bahia. A área total prevista para o empreendimento ultrapassa 125 mil m² ( 125.280,50 m²), indicando a escala industrial do investimento e a estrutura necessária para operar com alto volume de moagem. A escolha da cidade não é aleatória: o município se consolidou como um dos principais motores agrícolas do MATOPIBA e possui potencial de crescimento da produção de milho e outros grãos, o que ajuda a garantir matéria-prima e competitividade ao projeto. O que o financiamento de R$ 950 milhões vai bancar Segundo as informações divulgadas, o financiamento total aprovado pelo BNDES soma R$ 950 milhões e será dividido em duas fontes principais:
R$ 350 milhões do Fundo Clima
R$ 600 milhões via linha BNDES Finem
Esse desenho de crédito revela que o projeto é tratado como estratégico não apenas para a indústria, mas para a política de transição energética e redução de emissões, já que parte do dinheiro vem de um fundo ligado à agenda climática.
Capacidade de produção: números que impressionam O empreendimento tem meta de operação em escala pesada e já nasce com capacidade anual para processar até 1 milhão de toneladas de grãos (incluindo milho, sorgo e outros). A partir disso, o complexo industrial terá potencial para gerar por ano:
498 milhões de litros de etanol (anidro e hidratado)
248,9 mil toneladas de DDGS (coproduto rico em proteína para nutrição animal)
24.862 toneladas de óleo vegetal
185 GWh de energia elétrica
Na prática, o projeto reforça uma tendência cada vez mais forte: o milho deixa de ser apenas commodity e passa a ser “matéria-prima energética”, com desdobramentos econômicos para a região — principalmente para produtores, armazenadores, transportadores e confinadores. Por que a usina de etanol de milho é chamada de “biorrefinaria” A produção de etanol de milho funciona de maneira diferente do etanol tradicional de cana-de-açúcar. Enquanto a cana já tem açúcar disponível para fermentação, o milho exige uma etapa anterior: é preciso transformar o amido em açúcares fermentáveis para então produzir o etanol.
Esse processo cria um sistema industrial integrado, com reaproveitamento de componentes e geração de múltiplos produtos — motivo pelo qual o setor utiliza o termo biorrefinaria, associando energia, alimento e coprodutos industriais no mesmo ciclo produtivo. Esse modelo, inclusive, tem sido um dos grandes trunfos econômicos do etanol de milho: ele não entrega apenas combustível, mas também proteína e energia, o que aumenta o retorno do investimento e diversifica receitas.
Lançamento da pedra fundamental da nova unidade, em 2024. Foto: Inpasa BrasilO impacto no agro: DDGS vira aliado da pecuária Um ponto decisivo nessa engrenagem é a geração do DDGS (Dried Distillers Grains), conhecido no Brasil como grãos secos de destilaria — um coproduto com alto teor proteico, amplamente usado na alimentação animal, principalmente em dietas de bovinos de corte e leite. Com previsão de produzir 248,9 mil toneladas por ano, o volume coloca a planta baiana como potencial fornecedora estratégica para a pecuária regional, especialmente em sistemas intensivos e confinamentos que demandam ingredientes proteicos de custo competitivo.
Isso pode ajudar a reduzir dependência de insumos vindos de outras regiões e ampliar a oferta local de ingredientes para nutrição animal. Além da transformação industrial e energética, o projeto também promete impacto direto no mercado de trabalho regional.
Durante a fase de construção, a projeção é de:
cerca de 300 empregos diretos
mais de 3 mil empregos indiretos
Já na fase de operação, a estimativa é que a biorrefinaria abra entre:
450 e 500 empregos diretos, com grande parte relacionada a processos industriais e operações da planta
Ou seja, trata-se de um investimento com potencial de movimentar toda a cadeia local: transporte, manutenção, armazenagem, fornecedores de equipamentos, serviços e comércio. Quando a usina começa a operar em capacidade máxima A previsão é que a planta alcance produção plena em 2027, quando deve atingir sua capacidade máxima. Esse cronograma coloca a Bahia em rota acelerada para consolidar uma nova etapa do mercado de biocombustíveis no Nordeste, conectando a produção de grãos do MATOPIBA com indústria, energia e exportação. O que disseram BNDES e Inpasa sobre o projeto O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o investimento na usina de etanol de milho deve ter efeito direto na economia estadual e que a proposta é ajudar a Bahia a mudar de posição no mercado: “A usina de etanol terá um impacto significativo na economia local, além de contribuir para que a Bahia deixe de ser importadora para se tornar exportadora de biocombustíveis”, afirmou. Já a Inpasa ressaltou que se trata da primeira captação junto ao BNDES e que o projeto também simboliza a estreia da empresa no estado, após expansão nacional desde 2018. Fundo Clima: por que essa obra entra na agenda ambiental Parte relevante do financiamento vem do Fundo Clima, criado em 2009 e ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com o BNDES atuando como gestor na aplicação de recursos reembolsáveis. O objetivo do fundo é apoiar projetos e tecnologias que contribuam para mitigação das mudanças climáticas, incluindo aquisição de máquinas, equipamentos e inovação. Na prática, isso significa que a produção de etanol de milho, nesse modelo industrial, está sendo tratada como parte do esforço de transição para uma matriz energética mais limpa — especialmente com crescimento do setor de biocombustíveis no país. Etanol de milho deve crescer e “encostar” na cana nas próximas décadas O investimento bilionário também acompanha um movimento maior do mercado. Projeções indicam que a oferta de etanol produzido a partir do milho pode se aproximar da oferta gerada pela cana até a safra 2034/35, com crescimento forte de capacidade instalada no Brasil. Esse dado reforça o motivo de o MATOPIBA estar entrando no mapa industrial do biocombustível: regiões com expansão de grãos ganham relevância não só na exportação, mas também no processamento local. O que muda para o MATOPIBA com essa indústria A entrada de uma planta desse porte no Oeste baiano tem efeito direto no ecossistema agroindustrial do MATOPIBA, porque:
eleva a demanda regional por milho e sorgo, potencializando produção e escoamento
gera valor agregado dentro da própria região, reduzindo o envio de grão “in natura” para outros estados
cria um ciclo de aproveitamento com etanol + DDGS + óleo vegetal + bioeletricidade
reforça o potencial do MATOPIBA não apenas como fronteira agrícola, mas como fronteira industrial
Por: Redação
Artigos Relacionados:
Starlink dispara em 2025 e conecta milhões — transformando o agro, a saúde e a educação no mundo
há 2 horas
Secex: exportação de carne bovina em 13 dias úteis de fevereiro supera fev/2025
há 4 horas
Costa Filho diz que será apresentado para Lula cronograma sobre Tecon Santos 10
há 4 horas
Balança comercial tem superávit de US$ 2,070 bilhões na 3ª semana de fevereiro
há 4 horas
Nos EUA, venda de suínos beira recorde; ausência da China pesa sobre carne bovina
há 4 horas
Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas começa nesta terça-feira
há 4 horas
Moraes manda PM explicar visitas a Torres fora do horário
há 4 horas
Volume de soja inspecionado para exportação nos EUA recua 44,9%
há 4 horas
Suprema Corte dos EUA derruba tarifas e reacende expectativa de recuperação das exportações brasileiras de máquinas
há 5 horas
Mapa amplia agenda estratégica na Ásia com acordos de cooperação firmados na Coreia do Sul
há 6 horas
Entenda por que a invasão de um terminal da Cargill no Pará colocou o setor do agro em alerta máximo
há 6 horas
Com novo líder na PBR, disputa pelo título de melhor peão do mundo fica ainda mais acirrada
há 6 horas
ALERTA MÁXIMO: chuva pode ultrapassar 350 mm no Brasil com ventos de até 100 km/h
há 6 horas
Incêndios devastam 114 mil hectares nos EUA e deixam pecuaristas sem pasto
há 6 horas
Dr. Peyo: o cavalo que trocou as arenas para confortar pacientes terminais
há 6 horas
Conheça os peixes que dominam as vendas na Quaresma e como escolher o melhor
há 6 horas
Mapa cria canal exclusivo para notificação de suspeitas de novas pragas
há 6 horas
Escoamento de soja pelo Pará enfrenta gargalo com fila de 7 km no Porto de Miritituba
há 6 horas
Manejo nutricional no Matopiba: a estratégia para blindar a produtividade contra o estresse térmico
há 7 horas
Safras & Mercado vê queda de 11,5% na produção de algodão no Brasil
há 7 horas
Exportadores dos EUA reportam vendas de 125 mil t de milho à Colômbia
há 7 horas
Empregos formais na saúde subiram 20,5% em 5 anos
há 7 horas
Criadores são alertados sobre falsificação na identificação da raça Pêga
há 8 horas
Cotribá interrompe processo de Recuperação Judicial; saiba o que muda agora
há 8 horas
Atto Sementes vence pela segunda vez consecutiva o Mereo Awards na categoria Performance
há 9 horas
Fundos elevam aposta na alta da soja na CBOT na semana até 17 de fevereiro
há 10 horas
Entidades repudiam invasão de indígenas ao terminal da Cargill no Pará
há 10 horas
Turismo rural: uma alternativa de ouro para o mercado de terras no Brasil
há 11 horas
Mercado reduz previsão da inflação para 3,91% este ano
há 11 horas
3 cervejas brasileiras ganham ouro no maior concurso do mundo e entram no topo do ranking global
há 11 horas
Explosão atinge empresa de grãos no interior de São Paulo
há 11 horas
SRB repudia invasão ao terminal da Cargill em Santarém e cobra ação do governo
há 11 horas
Brasil está trabalhando para ter acesso ao mercado de carne da Coreia, diz Lula
há 11 horas
Plantio de soja: Erro na escolha dos discos pode custar caro na produtividade
há 12 horas
Starlink tem promoção com kit Mini grátis e desconto de 25% no Brasil, com foco no agro
há 12 horas
Brasil e Índia avançam em cooperação agrícola e discutem ampliação de comércio bilateral
há 12 horas
Em meio à crise da carne, EUA perdem 15 mil fazendas e 1 milhão de hectares em 2025
há 12 horas
Governo suspende licitação no Tapajós após ocupação indígena na Cargill