Conheça os peixes que dominam as vendas na Quaresma e como escolher o melhor
Conheça os peixes que dominam as vendas na Quaresma em 2026. Analisamos a liderança da tilápia, dados da Peixe BR, Ceagesp e o impacto no agronegócio
Com expectativa de crescimento de 5% em 2026, setor de piscicultura aposta na força da tilápia e das espécies nativas para abastecer o mercado nacional; confira a análise técnica sobre os peixes que dominam as vendas na Quaresma e o comportamento dos preços nos principais entrepostos do país. O período da Quaresma é tradicionalmente o “Natal” para a piscicultura brasileira. Com o início do ciclo de 40 dias que antecede a Páscoa, a movimentação na cadeia de proteína aquática ganha um fôlego determinante para o PIB do setor. Em 2026, a expectativa é de uma retomada vigorosa, e entender quais são os peixes que dominam as vendas na Quaresma é fundamental para produtores e varejistas que buscam maximizar as margens em um cenário de custos de produção ainda sensíveis. Após um 2025 marcado por uma retração de 2% no consumo interno, o setor projeta uma expansão de 5% para este ano, segundo dados da Abipesca. Esse otimismo é sustentado pela profissionalização da logística de frio e pelo crescimento da produção de espécies nativas e exóticas em território nacional. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
Tilápia: A protagonista absoluta do mercado nacional Dentre os peixes que dominam as vendas na Quaresma, a tilápia mantém sua hegemonia inabalável. O Brasil, que já se consolida como o 4º maior produtor mundial da espécie (atrás apenas de China, Indonésia e Egito), vê na Quaresma o ápice de sua distribuição. A preferência por essa espécie se justifica pela padronização dos cortes (filés), sabor neutro e ausência de espinhos intra-musculares, o que atrai as novas gerações de consumidores. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});De acordo com a Peixe BR, a tilápia representa cerca de 60% da produção total da piscicultura brasileira. Durante a Quaresma, essa oferta é intensificada para atender tanto o pequeno varejo quanto as grandes redes de supermercados, que utilizam o produto como “item de atração” em seus encartes. Espécies nativas e o impacto dos peixes que dominam as vendas na Quaresma Embora a tilápia lidere, as espécies nativas, com destaque para o tambaqui e os híbridos (como o tambatinga), desempenham um papel crucial no abastecimento das regiões Norte e Centro-Oeste. No ranking dos peixes que dominam as vendas na Quaresma, o tambaqui se destaca pela versatilidade e pelo custo-benefício competitivo frente à carne bovina, que costuma apresentar preços elevados nesta época do ano. No segmento de pesca extrativa e importados, o cenário é dividido: Sardinha: Líder em volume na pesca de captura, essencial para o consumo popular. Salmão e Merluza: Representam a força dos importados. O salmão, vindo majoritariamente do Chile, sofre influência direta da variação cambial, o que pode pressionar os preços finais ao consumidor em 2026. Logística e comercialização A logística é o fiel da balança para os peixes que dominam as vendas na Quaresma. Em um país de dimensões continentais, o produto congelado domina o interior, enquanto o fresco reina nos litorais e centros como São Paulo. Dados da Seção de Economia e Desenvolvimento da Ceagesp revelam que, nos últimos três anos, a média de comercialização na Semana Santa foi de 5.105 toneladas, uma alta de 8% em relação à média histórica. Para o chefe da SEDES/Ceagesp, Thiago de Oliveira, o mês da Semana Santa chega a comercializar 57% a mais do que os meses comuns. Isso demonstra que, apesar da tendência de “linearização” do consumo (comer peixe o ano todo por saúde), o feriado religioso ainda é o motor que traciona o faturamento anual de muitos entrepostos.
Preços e o período de defeso Um ponto de atenção para o mercado em 2026 é o período de defeso. Atualmente, a proibição da pesca de diversas espécies de camarão e peixes de rio em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais obriga o mercado a trabalhar com estoques reguladores. Conforme explica Jairo Gund, secretário-executivo da Abipesca, o aumento da demanda não dita sozinho o preço: “O valor final depende da safra e do planejamento das importações. O dólar é o grande balizador para o salmão e o panga”. Na Ceagesp, as variações para espécies como a pescada-branca podem atingir até 32% de alta no pico da procura. Escrito por Compre Rural VEJA MAIS:
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Por: Redação





