• Quinta-feira, 4 de junho de 2026

Após um ano de municipalização, PBH quer fazer do Anel Rodoviário uma avenida da cidade

Em entrevista à Itatiaia, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) falou sobre como a capital lida com a via sob administração do município e traça os próximos passos para obras na pista

Nesta quarta-feira (3), a formalização da municipalização do Anel Rodoviário Celso Mello Azevedo completa um ano. Neste período, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) passou a ser responsável pela via de cerca de 27 quilômetros que reúne as BRs 040,381 e 262, as três rodovias federais que cortam a cidade. Em entrevista à Itatiaia, o prefeito da capital mineira, Álvaro Damião (União Brasil), falou sobre os desafios de gestão da via e o que já foi feito nos últimos 365 dias.

Segundo Damião, a ideia da PBH é transformar o Anel Rodoviário em uma via urbana integrada às demais ruas e avenidas da cidade. O prefeito afirmou que precisa ‘repaginar’ a via ao responder sobre iniciativas como o Projeto de Lei (PL) 400/2025, enviado pela PBH e aprovado pela Câmara Municipal em agosto do ano passado para reduzir a margem de proibição de edificações no entorno do Anel Rodoviário de 15 metros para 5 metros. 

“O Anel é uma avenida. O que a gente precisa é fazer ele parecer uma avenida. Hoje ele é uma avenida, porque as pessoas utilizam o Anel para sair do Buritis e ir até o Nova Cintra, por exemplo. Não são todos que pegam o Anel Rodoviário de ponta a ponta. Tem muita gente que sai de um bairro, entra em outro. Ele é uma avenida, com cara de estrada e, principalmente, daquelas estradas que estão largadas. E é isso que a gente está mudando e mostrando para as pessoas que utilizam o Anel Rodoviário que essas mudanças têm que ser feitas devagar”, afirmou. 

Damião, no entanto, prega calma para a realização de intervenções de caráter estrutural no Anel Rodoviário. O prefeito prega que não seria possível fazer todas as obras necessárias no Anel, como o alargamento dos pontilhões sobre avenidas da cidade, de uma única vez sem comprometer gravemente o trânsito da cidade.

“Você não pode parar uma pista de 27,3 km para poder resolver os problemas dela. A gente para, por exemplo, a Avenida Cristiano Machado no final dela para poder fazer aquela obra que é essencial para o vetor norte de Belo Horizonte, que é em frente à Catedral Cristo Rei. Quando você mobiliza um pedaço de uma grande avenida como a Cristiano Machado, você vê o caos que é para o trânsito em torno daquilo. Então, no Anel Rodoviário, a gente pede essa paciência para as pessoas. Com muita tranquilidade, nós vamos fazer todas as obras que o Anel Rodoviário merece e precisa, mas nós temos que fazer isso devagar, porque é uma pista muito grande, que era uma estrada que virou uma avenida da cidade”, complementou.

Entre contratos, aditivos, e suplementação orçamentária, segundo as publicações do Diário Oficial do Município (DOM) dos últimos 365 dias, o volume de recursos já destinados ao Anel Rodoviário já superam a marca de R$ 89 milhões, conforme levantamento feito pela Itatiaia. Veja a lista de citações abaixo:

À reportagem, a PBH afirmou que cerca de 120 mil veículos circulam todos os dias pelo Anel Rodoviário sob a gestão do município e que 427 agentes da BHTRANS e da Guarda Civil Municipal passaram a atuar de forma integrada no monitoramento da pista a partir da municipalização

Segundo o Executivo Municipal, desde a municipalização já foram retiradas mais de 1,6 mil toneladas de resíduos das vias principais, marginais e alças de viadutos. Entre os serviços de limpeza mais frequentes estão capina, roçada, remoção de lixo descartado irregularmente e recolhimento de animais mortos. Neste período, o custo das ações é estimado em cerca de R$ 1,2 milhão (até o dia 26/05).

A nota ainda informou que a Subsecretaria de Zeladoria Urbana (Suzurb) executou 684 operações tapa-buracos, distribuídas nas regionais Oeste, Barreiro, Noroeste, Pampulha e Nordeste. Além disso, mais de 10km de trechos receberam obras de recapeamento, em especial os acessos e saídas do Anel Rodoviário, a saber: acessos às avenidas Amazonas, Cristiano Machado, Antônio Carlos, Carlos Luz e BR-040; acessos aos bairros Palmeiras e Buritis; ponto de ônibus na marginal, ruas do Chapéu, Quatro Mil Setecentos e Vinte e Barão de Varginha e marginal na altura da subestação da Cemig; curva entre Rua Jose Cleto até Rua Padre Silvério e acesso ao Anel pela Rua Nova Suíça; e ainda acesso ao Anel pela av. Governador Benedito Valadares.

Sobre as próximas obras, a PBH afirma que está em andamento a licitação para a elaboração de projetos e execução das obras de substituição de três passarelas de pedestres localizadas no Novo Anel (Bairro Madre Gertrudes, Bairro Bernadete e Trevo São Francisco, no Bairro Cachoeirinha). O valor teto da licitação é de R$ 12.943.149,88, recursos com recursos do Fundo de Mobilidade Urbana.

A PBH afirma ainda que a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) já iniciou as obras de readequação viária na interseção do Novo Anel com a Via Expressa. O objetivo é melhorar a infraestrutura viária no ligamento da Avenida Presidente Juscelino Kubitschek (Via Expressa) com o Anel Rodoviário com recursos próprios, R$ 32,6 milhões neste empreendimento. O prazo previsto de conclusão dos trabalhos é para o segundo semestre de 2027.

Por: ITATIAIA

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