O governo chinês reautorizou o comércio com mais de 400 frigoríficos de carne bovina dos Estados Unidos. A medida foi oficializada logo após a agenda oficial entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, realizada em Pequim.
A liberação resolve um cenário crítico que se desenhou na última quinta-feira (14), quando os registros de exportação dessas empresas venceram sem que houvesse uma renovação automática por parte das autoridades chinesas. O bloqueio temporário chegou a travar as operações de aproximadamente 65% dos estabelecimentos americanos habilitados para o mercado chinês, incluindo gigantes como Cargill e Tyson Foods, que vinham contando com o suporte direto da Casa Branca nas tratativas diplomáticas.
Diálogo bilateral e fricções geopolíticasParalelamente ao alívio no setor de proteína animal, a cúpula de dois dias evidenciou que a relação entre as duas maiores economias do mundo segue cercada de desafios estruturais. Embora Xi Jinping tenha enfatizado a importância de uma cooperação baseada em parceria e Trump tenha demonstrado otimismo sobre o futuro dos laços bilaterais, os impasses geopolíticos continuam evidentes.
O ponto de maior atrito permanece sendo a soberania de Taiwan. O líder chinês fez um alerta contundente sobre o risco de um embate militar caso o tema não receba o devido cuidado por parte de Washington. Atualmente, os EUA mantêm o fornecimento de armamentos à ilha, sob os protestos de Pequim, que aumentou suas manobras militares na região. Discussões sobre a estabilidade no Estreito de Ormuz e os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio também integraram a pauta, resultando em poucos anúncios práticos além da promessa chinesa de adquirir aeronaves americanas.
Indicadores e bastidores do acordo





