• Segunda-feira, 18 de maio de 2026

Filho de brasileiro é o campeão mundial mais jovem de rodeio da PBR

Aos 20 anos, John Crimber, faturou US$ 1 milhão neste domingo (17), na Dickies Arena, em Fort Worth

Após superar uma sequência de cinco quedas consecutivas, o jovem fenômeno John Crimber, de 20 anos, deu a volta por cima neste domingo (17) e sagrou-se campeão mundial da Professional Bull Riders (PBR), na Dickies Arena, em Fort Worth.

Filho do lendário peão brasileiro Paulo Crimber, John faturou a cobiçada fivela de ouro e um bônus de US$ 1 milhão, tornando-se o atleta mais jovem da história da organização a alcançar o topo do ranking e o maior faturamento financeiro em uma única temporada.

A conquista teve um sabor especial de redenção. Após bater na trave com o vice-campeonato em 2024, o caçula da elite do rodeio dedicou a vitória ao pai, cuja carreira nas arenas foi interrompida precocemente em 2012 devido a graves lesões.

"É com isso que sonho desde criança, quando brincava na sala de casa fingindo ser um peão de rodeio. Este título mundial não é só para mim. É também para o meu pai. Foi ele quem me trouxe até aqui e me fez quem eu sou. A carreira dele foi interrompida precocemente, então este título é para ele, não para mim", desabafou John, emocionado, durante a transmissão oficial da TV.

A caminhada de John Crimber na Fase Final do mundial foi um verdadeiro desafio. Visto como o grande favorito, o texano de sangue brasileiro iniciou a competição com uma vantagem confortável de 169,5 pontos sobre o australiano Brady Fielder. No entanto, o favoritismo quase ruiu após cinco quedas consecutivas nos primeiros cinco dias de evento.

A reação começou a desenhar-se na noite de sexta-feira, quando o competidor parou no touro July para somar 89,40 pontos. No sábado, obteve 84,95 a bordo de Icky Thump. Mesmo com a reação, a sequência de quedas iniciais empurrou Crimber para a 28ª posição no evento — o que, teoricamente, o deixaria de fora da grande finalíssima de domingo, restrita apenas aos 15 melhores das finais.

A reviravolta que garantiu o título foi construída com duas notas na casa dos 90 pontos. Crimber assegurou seu lugar na disputa final ao registrar 91,35 no touro What’s Poppin e, logo depois, carimbou sua consagração: parou no temido Tigger, arrancou uma nota 92,90 dos juízes e sacramentou o campeonato.

O australiano Brady Fielder, único com chances matemáticas de tirar o título de John, teve uma sobrevida após os juízes anularem sua montaria contra o touro Ransom e concederem um re-ride (nova chance). Fielder marcou 88,60 pontos a bordo de Doze You Down, mas não foi o suficiente. Na classificação geral da temporada Unleash The Beast, o australiano terminou 187,83 pontos atrás de Crimber.

"Foi um começo difícil. Não consegui montar os touros que deveria nas primeiras rodadas. Recebi muitas críticas, mas me mantive fiel a mim mesmo e continuei confiando nos planos de Deus, porque os planos Dele são perfeitos", celebrou John, que agora entra para a história como o 13º americano e o 23º atleta diferente a vencer o campeonato nos 33 anos de história da PBR.

O terceiro lugar no ranking mundial ficou com outro jovem prodígio de 20 anos, o americano Hudson Bolton. Embora tenha oscilado nas duas últimas rodadas de domingo, Bolton foi o competidor mais regular da decisão.

Ele iniciou o evento com impressionantes sete montarias seguidas completando os 8 segundos. Com o desempenho final de 7 paradas em 9 touros, ele garantiu o título específico da etapa das Finais Mundiais, embolsando um prêmio de US$ 500 mil.

Após três anos seguidos de hegemonia brasileira no topo do mundo, o país não conseguiu o tetracampeonato, mas manteve forte presença no pelotão de elite. O melhor representante do país foi o paranaense Paulo Eduardo Rossetto, que fechou o ano na quarta posição, seguido de perto pelo paulista Luciano de Castro (5º).

Confira o desempenho dos brasileiros no Top 10 Mundial:

O atual campeão de 2025, José Vitor Leme — famoso pela maior virada da história da PBR no ano anterior —, desfalcou a competição devido a uma lesão. Cássio Dias, campeão de 2024, encerrou em 14º, e Kaique Pacheco (campeão de 2018) terminou na 27ª posição.

Mesmo terminando a temporada em 26º lugar no geral, o goiano Eduardo Aparecido, de 35 anos, roubou os holofotes na quinta rodada. Em sua 15ª participação em Finais Mundiais, Aparecido desafiou o temido touro Ransom e alcançou a nota estratosférica de 96,10 pontos — a maior de toda a sua carreira.

A marca histórica garantiu a ele o prestigiado Prêmio Lane Frost/Brent Thurman, concedido à maior nota de toda a Final Mundial de 2026. O feito de Aparecido representa a terceira maior nota da história das finais da PBR e a oitava maior de todos os tempos da organização.

A disputa pelo título de Melhor Touro do Ano (World Champion Bull) também foi definida por margem milimétrica. O touro Ransom levou a melhor e garantiu um bônus de US$ 100 mil para seus tropeiros, fechando a temporada com uma média de 45,96 pontos, superando o rival Pegasus por apenas 0,01 ponto (45,95).

Na disputa entre os novatos, o americano Marco Rizzo (16º no mundial) faturou o prêmio de Rookie of the Year (Estreante do Ano) ao superar seu compatriota Maverick Smith por uma diferença apertada de apenas 30 pontos.

Os atletas da PBR agora desfrutam de um curto período de descanso. O campeonato da elite do rodeio retorna no final de julho, com o início da temporada por equipes, a PBR Team Series.

Por: ITATIAIA

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