• Sexta-feira, 6 de março de 2026

Agenda de Vorcaro tinha Toffoli, Moraes e Nunes Marques; leia a lista

Empresário mantinha uma lista com ministros do STF, senadores, deputados, ministros do Executivo e diretores do BC.

A quebra do sigilo dos dados telemáticos do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, identificou que ele mantinha o contato dos telefones e autoridades dos Três Poderes como ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), senadores, deputados, ministros Executivo e diretores do BC (Banco Central). 

Segundo levantamento do Poder360, a agenda de Vorcaro tem ao menos 55 contatos sensíveis, com os telefones de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Viviane Barci de Moraes, Nunes Marques e Ricardo Lewandowski. Há também o contato do presidente e de outros diretores do BC, autarquia responsável por fiscalizar possíveis irregularidades no Master.

As informações colhidas confirmam que o empresário mantinha os contatos das autoridades, mas não indicam conversas específicas com eles.  

No entanto, conforme noticiado por este jornal digital, nas mensagens trocadas com a sua namorada, Martha Graeff, Vorcaro fala em encontros com o ministro Alexandre de Moraes, com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), além de uma relação de proximidade com o senador Ciro Nogueira (PP-PI). 

Ministros:

Parentes de autoridades:

Congressistas e assessores:

Funcionários do Banco Central:

Nomes do mercado:

Integrantes e aposentados do poder Executivo:

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu a um pedido da PF (Polícia Federal) e autorizou a 3ª fase da Operação Compliance Zero na 4ª feira (4.mar.2026). A ação apura um grupo apontado pela PF como responsável por monitorar e intimidar adversários de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Leia a íntegra da decisão (PDF – 384 kB).

A determinação é fundamentada em mensagens trocadas entre Vorcaro e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão sobre ordens de intimidação contra “concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas” que prejudicariam seus interesses.

Foram presos preventivamente:

A decisão de Mendonça também cita funcionários do Banco Central que, de acordo com a PF, teriam sido cooptados por um núcleo organizado por Vorcaro. São eles:

Há, ainda, auxiliares citados, como Leonardo Augusto Furtado Palhares. Conforme a PF, ele atuava na formalização de documentos de contratação de Vorcaro e Zettel para com os funcionários públicos. As empresas de fachada eram utilizadas para fazer pagamentos de “propina”, segundo Mendonça. 

Ana Cláudia Queiroz de Paiva, funcionária de Vorcaro, fazia as movimentações financeiras para o grupo investigado, “participando da estrutura responsável pela execução de pagamentos vinculados às iniciativas” do empresário.

Por fim, Mendonça atendeu a outro pedido da Polícia Federal, que apontou indícios de lavagem de dinheiro, e determinou a suspensão por tempo indeterminado das seguintes empresas: 

O caso chegou ao Supremo por envolver autoridades com prerrogativa de foro: na operação Compliance Zero, que investiga o Master, foi encontrado pela Polícia Federal um envelope com o nome do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) em um endereço ligado a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A relatoria do ministro foi marcada por rumores, críticas, decisões consideradas controversas e embates com a PF. Leia as principais: 

Essas e outras relações de Toffoli com o caso Master elevaram a pressão para que o ministro deixasse a relatoria. 

A temperatura subiu quando o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, levou em 11 de fevereiro um relatório ao presidente do Supremo, Edson Fachin, que sugeria a declaração de suspeição de Dias Toffoli na relatoria do caso Master. 

A decisão de Andrei, considerada ousada, uniu 8 dos 10 ministros da Corte em defesa do colega, como mostraram diálogos exclusivos da reunião publicados pelo Drive e pelo Poder360. Na ocasião, foi decidido que Toffoli deixaria a relatoria da investigação em busca de uma autopreservação da Corte. Com a saída do ministro, a relatoria foi redistribuída para André Mendonça. 

Por: Poder360

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