Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB) anunciou nesta 5ª feira (5.mar.2026) que deixará o comando do ministério em 4 de abril, prazo limite para integrantes do Executivo que pretendem disputar as eleições de 2026 deixem seus cargos. 
Ele permanecerá no posto de vice-presidente, que não exige afastamento para quem pretende disputar o pleito.
A regra de desincompatibilização determina que ministros deixem o cargo 6 meses antes do 1º turno da eleição, marcado para 4 de outubro. A exigência, no entanto, não se aplica à vice-presidência. Por isso, Alckmin poderá continuar no posto mesmo participando da disputa eleitoral, desde que não assuma a Presidência da República durante esse período.
Pela legislação, caso o vice pode se tornar inelegível caso exerça temporariamente a Presidência dentro dos 6 meses que antecedem a eleição. Por isso, se decidir disputar outro cargo, Alckmin terá de evitar substituir Lula em eventuais ausências.
O futuro político de Alckmin ainda é tema de negociações no governo. Ainda não se sabe se ele disputará novamente a vice-presidência na chapa de Lula, o governo de São Paulo –cargo que ocupou por 4 mandatos (2001 a 2006 e 2011 a 2018)–, ou uma vaga ao Senado pelo Estado. São Paulo é o maior colégio eleitoral do país.
As negociações também envolvem o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), citado como possível candidato ao governo paulista, embora tenha demonstrado resistência à disputa. A definição deve vir só nos próximos meses, à medida que as alianças e candidaturas nos Estados forem sendo consolidadas.
Em clima de despedida do cargo, Alckmin compareceu à apresentação dos números da balança comercial de fevereiro. Normalmente, apenas técnicos da Secretaria de Comércio Exterior divulgam os dados. Ele fez um breve balanço dos pouco mais de 3 anos à frente do MDIC.
O vice-presidente e ministro comentou a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia e reafirmou que a expectativa do governo é que o tratado entre em vigor em maio.
Segundo Alckmin, a ratificação pelo Congresso Nacional, que concluiu a aprovação do tratado na noite de 4ª feira (4.mar.2026), encerra mais de duas décadas de negociações e abre caminho para a aplicação provisória do pacto. O vice-presidente destacou ainda que o acordo prevê salvaguardas para proteger a indústria nacional em caso de aumento excessivo de importações.
Com informações de Agência Brasil.





