A produção industrial do Brasil avançou 1,8% em janeiro de 2026 em relação a dezembro, na série com ajuste sazonal. Trata-se da maior expansão mensal desde junho de 2024 (4,4%). Na comparação com janeiro de 2025, o crescimento foi de 0,2%, o que interrompeu 3 meses seguidos de resultados negativos.
O resultado foi divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta 6ª feira (6.mar.2026). O dado indica leve retomada da atividade industrial no início do ano. Mesmo assim, a média móvel trimestral recuou 0,1%, o que mantém a trajetória descendente iniciada em outubro de 2025. Eis a íntegra (PDF – 1 MB).
Com o avanço mensal, a produção industrial ficou 1,8% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020. O setor ainda permanece 15,3% abaixo do recorde histórico, alcançado em maio de 2011.
O crescimento de janeiro teve disseminação entre os setores. 19 dos 25 ramos pesquisados apresentaram expansão na passagem de dezembro para janeiro. As 4 grandes categorias econômicas também registraram resultado positivo.
Entre as atividades, as maiores influências vieram de:
Também contribuíram para o resultado positivo os setores de indústrias extrativas (1,2%), metalurgia (4,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,5%), bebidas (4,1%), produtos de metal (2,3%) e equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos (3,3%).
Por outro lado, algumas atividades registraram queda na produção. O principal impacto negativo veio de máquinas e equipamentos (-6,7%), que marcou o 2º recuo consecutivo e acumulou perda de 11,8% no período. Também tiveram resultado negativo os setores de produtos alimentícios (-0,8%) e celulose, papel e produtos de papel (-1,9%).
Entre as grandes categorias econômicas, o destaque positivo foi o segmento de bens de consumo duráveis, que cresceu 6,3% em janeiro e recuperou parte da queda registrada no fim de 2025.
Também apresentaram expansão:
Na comparação com janeiro de 2025, a produção industrial cresceu 0,2%. O resultado teve influência positiva de indústrias extrativas (11,9%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (20,7%) e produtos alimentícios (2,0%).
Por outro lado, houve recuo em 17 dos 25 ramos industriais nessa base de comparação. As maiores influências negativas vieram de máquinas e equipamentos (-15,4%), veículos automotores (-7,7%) e produtos químicos (-2,9%).
No acumulado de 12 meses, a produção industrial registra crescimento de 0,5%.





