A ação também sustenta que a contratação de usinas a carvão contraria compromissos internacionais assumidos pelo país, como o Acordo de Paris, além da Lei nº 12.187/2009, que instituiu a Política Nacional sobre Mudança do Clima. O documento cita o histórico de impactos ambientais associados ao setor, incluindo a UTE Candiota III, alvo de decisões judiciais relacionadas a contaminação ambiental, e a própria usina de Figueira, atualmente desativada e com passivos ambientais estimados em cerca de R$ 1 bilhão. Durante o processo de consulta pública do LRCAP 2026, mais de 20 entidades pediram a exclusão do carvão, mas foi negado em nota técnica do governo. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp“O Brasil construiu uma matriz energética reconhecida mundialmente como uma das mais limpas, com forte presença de fontes renováveis. Permitir que o carvão ganhe sobrevida por meio de um leilão de reserva, com parâmetros sob medida, é jogar fora esse patrimônio”, diz Juliano Bueno de Araújo, diretor do Instituto Internacional Arayara.
Posicionamento do MME
Desde a portaria que estabeleceu o LRCAP 2026, o Ministério de Minas e Energia defende a realização do leilão e a inclusão de todas as fontes energéticas listadas como medida para reforçar o compromisso do país com o planejamento responsável e a segurança energética. Segundo a pasta, o processo é conduzido com responsabilidade jurídica e técnica e o LRCAP 2026 é visto como um passo estratégico para fortalecer a segurança, a confiabilidade e a resiliência do sistema elétrico brasileiro. Relacionadas
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