Os contratos futuros de soja e milho operavam em alta na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta quinta-feira (5), por volta das 7h10 no horário de Mato Grosso. O movimento ocorre após a China sinalizar que pretende acelerar as compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos e negociar a redução de barreiras tarifárias com Washington.
A indicação de Pequim interrompe uma sequência recente de perdas no complexo da soja. A possibilidade de flexibilização das tarifas aumentou o interesse comprador no mercado, mesmo com o avanço da colheita norte-americana, que limita ganhos mais fortes nas cotações.
Segundo levantamento compilado pela Forbes, a meta anual prevista para as compras chinesas de soja é de 25 milhões de toneladas. Até o momento, 13,7 milhões de toneladas teriam sido contratadas. Para os demais produtos agrícolas, o compromisso informado é de US$ 17 bilhões, dos quais US$ 7,2 bilhões já foram efetivados.
Milho avança pelo segundo dia em Chicago
O milho também registrava o segundo pregão consecutivo de valorização na CBOT. Entre os fatores de sustentação estão os dados de exportação dos Estados Unidos, que somaram 7,084 milhões de toneladas em setembro, e o ritmo de moagem destinado à produção de etanol.
O avanço da colheita norte-americana, contudo, continua funcionando como um limite para uma alta mais acentuada. No Brasil, os contratos futuros de milho negociados na B3 terminaram a sessão anterior estáveis. O trigo abriu o dia sem mudanças relevantes nos fundamentos apresentados.

Câmbio mantém espaço para fixações no Brasil
O dólar fechou a sessão anterior a R$ 5,45, depois de recuar 0,64%. A queda foi associada à realização de lucros após a alta recente e à repercussão das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, que, segundo a análise de mercado, aumentou a cautela entre investidores.
Apesar do recuo diário, o nível cambial ainda é considerado favorável à paridade de exportação das commodities agrícolas brasileiras. Em Mato Grosso, produtores combinam o avanço do plantio da safra 2026/27 com a avaliação de travas parciais de preço e receita. A estratégia busca proteger margens em reais sem retirar o foco das operações no campo.
A recuperação dos preços em Chicago, somada ao dólar na faixa de R$ 5,45, abriu espaço para decisões comerciais pontuais. A movimentação, porém, não elimina a necessidade de acompanhar a evolução das tarifas entre China e Estados Unidos e o comportamento da colheita norte-americana.
Petróleo Brent retoma alta
No mercado internacional de energia, o petróleo Brent era negociado a US$ 96,18 por barril por volta das 7h10, após apresentar queda e voltar a subir. A oscilação foi relacionada às expectativas sobre a correlação de forças no Congresso dos Estados Unidos e aos riscos de interrupção no fornecimento de combustíveis no Oriente Médio.
