Os contratos futuros da soja e do trigo fecharam em queda nesta quarta-feira (4) na Bolsa de Chicago, enquanto o milho registrou alta moderada. O mercado acompanhou o avanço da colheita nos Estados Unidos, as oscilações cambiais e as expectativas para o próximo relatório mensal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
Os papéis da soja com vencimento em janeiro recuaram 0,96%, para US$ 12,02 por bushel. Segundo a consultoria argentina Granar SA, a entrada da nova safra norte-americana no circuito comercial continua pressionando as cotações. A expectativa de que o USDA eleve a estimativa de produtividade média da oleaginosa também pesa sobre os preços.
A consultoria apontou ainda a perda de competitividade das exportações dos Estados Unidos em relação à oferta brasileira. A desvalorização do real frente ao dólar desde a semana passada favorece comercialmente os produtos brasileiros no mercado internacional. O cenário político norte-americano e seus efeitos sobre o petróleo e o câmbio também foram citados como fatores de pressão.
Milho tem alta moderada
Os contratos do milho para dezembro subiram 0,39%, cotados a US$ 4,44 por bushel. De acordo com a Royal Rural, parte dos investidores que havia apostado na queda pode estar recomprando contratos para realizar lucros, movimento capaz de provocar altas rápidas em Chicago.
A consultoria, porém, avaliou que a oferta norte-americana continua elevada, enquanto a colheita está avançada. O ritmo das exportações ainda exige atenção, apesar das compras recentes do México. O enfraquecimento internacional do dólar pode oferecer algum suporte às commodities.
Trigo mantém trajetória de perdas
Os futuros do trigo com vencimento em dezembro caíram 0,20%, para US$ 5,98 por bushel, após oscilações moderadas nos mercados norte-americanos.
A valorização do euro frente ao dólar ofereceu algum suporte ao cereal dos Estados Unidos ao melhorar sua competitividade no comércio internacional. Em sentido contrário, as perspectivas de avanço nas negociações diplomáticas para encerrar as hostilidades na região do Mar Negro limitaram uma recuperação mais consistente, segundo a Granar SA.
Na sexta-feira (30), o trigo havia completado a nona semana consecutiva de perdas, em meio à pressão das expectativas sobre a oferta global.
