O ministro ressaltou que, se o Brasil conseguir manter o investimento das grandes empresas, como é o exemplo da Petrobras, e conseguir novos investimentos para o mercado de SAF, biometano e de fertilizantes, por exemplo, vai "aumentar a resiliência de um país que tem tudo para liderar o mundo nesse novo momento de desafio geopolítico”. Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp"Essa é uma guerra que vai começar a desarranjar cadeias mundo afora. Por exemplo, na Índia, já estão discutindo sobre racionamento. Na Coreia do Sul, eles estão tabelando preços. Existe um impacto no Brasil, mas que comparativamente com o resto do mundo, é muito pequeno”, disse.
Eco Invest
O Eco Invest Brasil foi criado para facilitar a atração de investimentos privados estrangeiros para a transformação ecológica do país e faz parte do Plano de Transformação Ecológica do Brasil, que tem o objetivo de promover um novo modelo de desenvolvimento econômico mais inclusivo e sustentável. De acordo com o governo, o programa combina instrumentos financeiros inovadores, redução de riscos e atração de investimentos de longo prazo para impulsionar a transição ecológica brasileira. Com os quatro leilões realizados, o Eco Invest Brasil alcançou mais de R$ 140 bilhões mobilizados e reúne 13 instituições financeiras credenciadas, consolidando-se como uma das principais plataformas de financiamento climático e desenvolvimento sustentável do país. Com os investimentos previstos com o quinto leilão, o Eco Invest pode estar se aproximando da casa de R$ 200 bilhões. “Estamos falando de um volume de mobilização estratégico, em parceria com o setor privado, com as instituições financeiras e agora com as universidades e com as empresas que estão iniciando. Isso é bem expressivo, próximo de 2% do PIB [Produto Interno Bruto]. Isso é um valor que de fato muda a realidade do país”, disse Durigan. Para o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, o Eco Invest é um “ganha-ganha”, gerando não só benefícios para a economia do país como também para o meio ambiente.Além de recuperar áreas degradadas, ressaltou o ministro, outra vantagem do programa se relaciona aos minerais críticos e às terras raras. “Ele estimula aquilo que é fundamental, que é a agregação de valor. Ou seja, o país não será um exportador de minerais críticos, mas terá a capacidade de processar, industrializar e utilizar esse material crítico e, portanto, vender produtos com maior valor agregado. Isso reduz pressão sobre o meio ambiente e sobre a produção”, acrescentou. Para o quinto leilão, que é mais voltado para a inovação, o Tesouro Nacional vai aportar até R$ 2,5 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão para cada fundo de inovação - que, a partir de uma alavancagem mínima de 2 vezes, poderá chegar a até R$ 4,5 bilhões - e até R$ 1 bilhão para a linha de crédito corporativo, considerando a exigência de ao menos o dobro de recursos privados em relação ao capital público. Além disso, o Eco Invest Brasil conta com apoio técnico e financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). As linhas de crédito vão seguir o modelo utilizado nos leilões anteriores, em que os bancos concedem financiamento direto às empresas prontas para escalar produção. Como contrapartida, as investidas deverão contratar projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I).“Ao incorporar áreas [degradadas] e estimular sua recuperação, você recupera a economia e produz alimentos e commodities com recuperação ambiental, em áreas de recuperação ambiental, portanto você está dando uma solução econômica e ambiental”, disse ele.
Resultado do 4º Leilão
Os três primeiros leilões, diz o Ministério de Meio Ambiente, ajudaram a financiar projetos voltados à transição energética, recuperação de terras degradadas e bioeconomia. Já o quarto leilão, voltado à bioeconomia, ao turismo sustentável e à infraestrutura na Amazônia Legal, recebeu propostas de oito instituições financeiras e registrou demanda superior a R$ 7 bilhões em recursos catalíticos - um dinheiro geralmente vindo de investidores que não têm foco em lucro como bancos de fomento, governos ou investidores filantrópicos - com potencial para mobilizar mais de R$ 29 bilhões em investimentos. Desse total, diz o ministério, foram homologados R$ 3,1 bilhões em capital catalítico na linha principal, a partir dos lances do ABC Brasil, Banco do Brasil, Bradesco e BTG Pactual. Esse montante deverá viabilizar cerca de R$ 13,2 bilhões em investimentos totais, incluindo R$ 7,2 bilhões com captação internacional. Segundo o Tesouro Nacional, o eixo de infraestrutura concentrou o maior volume de recursos, com mais de R$ 7,8 bilhões destinados à Amazônia Legal. Já a bioeconomia mobilizou R$ 4,4 bilhões em investimentos ligados à bioindustrialização, sociobioeconomia e restauração produtiva. O turismo sustentável, por sua vez, deverá receber cerca de R$ 900 milhões para iniciativas ligadas ao turismo ecológico, unidades de conservação e turismo de base comunitária.Banco do Brasil
O Banco do Brasil informou ter liderado os recursos ofertados no quarto leilão, totalizando R$ 1,5 bilhão. Nesta quarta etapa, o banco diz ter estruturado a captação com alavancagem de mais de quatro vezes, viabilizando R$ 6,4 bilhões em investimentos. “O resultado obtido pelo Banco do Brasil no quarto leilão do Eco Invest reafirma nossa capacidade de estruturar soluções financeiras robustas para apoiar a transição sustentável do país”, disse José Ricardo Sasseron, vice-presidente de governo e sustentabilidade do Banco do Brasil. Relacionadas
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