• Segunda-feira, 25 de maio de 2026

Mercado eleva previsão da inflação para mais de 5% em 2026

Pela 11ª semana seguida, boletim Focus do Banco Central mostra uma piora nas expectativas para o IPCA

Especialistas do mercado financeiro aumentaram as expectativas para o fechamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pela 11ª semana seguida, de acordo com o Boletim Focus desta segunda-feira (25). As projeções para a inflação oficial do país subiram de 4,92% ao ano para 5,04%.

Apesar de parecer uma alta pequena, nas últimas quatro semanas o indicador era previsto a 4,86%, e já esteve dentro do intervalo da meta de 3%, considerando uma tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p) para mais ou menos.

A alta no indicador ocorre em meio a disparada no preço dos combustíveis em razão da guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã, e seus reflexos no barril de petróleo. A crise também tem reflexo no preço dos alimentos, que acelerou em 1,34% em abril em razão do custo do frete da sazonalidade das produções.

A possível aceleração da inflação do país também fez com que os economistas revisassem as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB), que saiu de 1,85% a 1,89% para 2026. Já o câmbio segue desvalorizando na medida em que o real ganha força ante o dólar, de R$ 5,20 na última semana para R$ 5,17.

As projeções para a taxa básica de juros, a Selic, se manteve estável nesta semana a 13,25% ao ano. O indicador havia sido aumentado no último levantamento do Focus na esteira da piora nas expectativas para a inflação.

A Selic é a taxa de referência do mercado, calibrando o custo do crédito. Quando ela está em patamares elevados, tomar empréstimos tende a ser mais caro com o aumento geral nos juros bancários. Os financiamentos também são afetados pela taxa, reduzindo o ritmo da atividade econômica como um todo.

No final de abril, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom-BC) promoveu o segundo corte na taxa básica de juros. É a segunda redução consecutiva feita pelos diretores da autoridade monetária, levando a taxa de referência a 14,50%. Contudo, o colegiado alertou para o alto grau de incerteza em razão do conflito no Oriente Médio.

Por: ITATIAIA

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