• Quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Zelensky cobra sanções à Rússia e cita Trump em Davos

Zelensky menciona ação dos EUA na Venezuela ao defender sanções mais duras contra Moscou no Fórum Econômico Mundial.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro) citou a intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano) na Venezuela, durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos nesta 5ª feira (22.jan.2026).

Zelensky defendeu o endurecimento de sanções europeias contra a Rússia. “Por que Trump pode confiscar o petróleo na Venezuela, mas a Europa não pode confiscar o petróleo da Rússia? O petróleo russo deve ser confiscado e utilizado para o bem da Europa”, afirmou.

O ucraniano disse que a Europa continua sem resposta coordenada às crises de segurança e declarou que, 1 ano depois de alertar sobre a necessidade de autodefesa no mesmo fórum, “nada mudou”. Segundo ele, o continente “ainda parece mais geografia, história e tradição, do que uma grande potência política” e permanece como “um caleidoscópio fragmentado de pequenos e médios poderes”.

Zelenksy questionou a resposta da Europa à tentativa de intervenção dos Estados Unidos na Groenlândia. “Para que serve enviar 14 ou 20 soldados para a Groenlândia? Que recado isso passa para Putin e para a China? 40 soldados não vão proteger nada”, disse.

Zelensky também reiterou a necessidade de aplicar medidas econômicas severas contra Moscou. “Se Putin não tem dinheiro, não há guerra na Europa”, disse.

Aproximadamente uma hora antes de seu discurso, Zelensky se reuniu com Trump para discutir possíveis fins da guerra com a Rússia. Em entrevista, Trump descreveu a reunião como “boa e produtiva” e disse que o conflito “precisa terminar”. Zelensky afirmou que “os documentos de garantia de segurança no pós-guerra estão quase prontos, mas nenhuma garantia é válida sem os EUA”.

Na 3ª feira (20.jan), Zelensky sinalizou que poderia não comparecer a Davos devido à escalada de ataques russos à infraestrutura energética da Ucrânia, que demandava atenção direta do governo de Kiev. A participação no fórum só foi confirmada no dia seguinte.

Por: Poder360

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